Setor de sucos refaz estratégia
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de junho de 2001
Agência Estado De São Paulo 
Depois de adquirir seis indústrias nos Estados Unidos na segunda metade dos anos 90, numa bem-sucedida estratégia elaborada para produzir nos EUA e, assim, reduzir os efeitos da alta taxa de importação contra o produto brasileiro (hoje em US$ 418 por tonelada), os fabricantes de suco de laranja do Brasil estão de olho em empresas de Belize, Colombia, Costa Rica, Cuba e Nigéria. Não se trata de uma nova investida para superar barreiras tarifárias, como no primeiro caso. O fato é que esses países estão ameaçando o aumento das nossas exportações de suco de laranja para mercados como a Europa e os Estados Unidos, afirma o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Citrus (Abecitrus), Ademerval Garcia.
Para se ter idéia, só no ano passado esses países, em conjunto, exportaram 184 mil toneladas do produto para a Europa volume que vem aumentando ano a ano enquanto que as vendas do Brasil permaneceram praticamente estáveis, em 800 mil toneladas.
Ele explica que diversos países do Caribe e da África e alguns da América do Sul têm conseguido acordos comerciais com Estados Unidos e Europa, que isentam seus produtos de imposto de importação, barateando os preços ao comprador. Já para o suco de laranja brasileiro entrar nos EUA, a taxa de importação é de US$ 418,00 acima do preço normal, de US$ 800,00 por tonelada.
Garcia culpa a postura do governo brasileiro, de negociar acordos comerciais apenas em bloco, pelas ameaças ao crescimento das exportações de suco de laranja.


