São Paulo - Uma reunião pode acontecer hoje, em Brasília, para que o governo e as entidades representativas do Fisco possam chegar a um consenso sobre o reajuste salarial da categoria, que está em greve desde o dia 18 de março. Segundo o diretor do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Maurício Zamboni, o secretário de Recursos Humanos do Ministério Planejamento, Duvanier Paiva, apresentou hoje(3) uma proposta que foi ''rejeitada de imediato'' pela categoria.
De acordo com Zamboni, o governo propôs a elevação de R$ 10 mil para R$ 12 mil do salário inicial dos auditores, que seriam pagos em julho de 2008, julho de 2009 e julho de 2010. O sindicalista, porém, salientou que a categoria não aceita o alongamento dos prazos no reajuste dos salários. ''O governo apresentou uma proposta de três anos que a categoria não aceitou. Vamos aguardar que amanhã possa ser convocada outra reunião para a apresentação de uma nova proposta'', explicou.
Zamboni disse esperar que uma nova proposta seja apresentada até amanhã para ser levada às assembléias que acontecem nas 73 delegacias sindicais e representações locais espalhadas pelo Brasil na próxima segunda-feira. A assessoria de comunicação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão informou que o governo ''não fechou a porta de negociações'' e que amanhã(4) uma nova reunião pode ocorrer.
Segundo a assessoria, o impasse ocorre, principalmente, nos prazos para o pagamento dos reajustes, que tiveram que ser alongados devido a redução da receita do governo com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no final do ano passado. ''As 12 categorias com as quais negociamos aceitaram a repactuação dos prazos, menos os auditores fiscais'', afirmou a assessoria do Ministério.
Atualmente, 12,8 mil servidores são filiados ao Unafisco, à Federação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, à Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil e ao Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho. A categoria mantém 30% do seu efetivo.

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