Setor de serviços do Paraná faturou R$ 218,7 bilhões em 2024
Com mais de 153 mil empresas ativas e 1,03 milhão de trabalhadores, o estado responde por 5,7% do faturamento nacional no segmento não financeiro
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quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Com mais de 153 mil empresas ativas e 1,03 milhão de trabalhadores, o estado responde por 5,7% do faturamento nacional no segmento não financeiro

O setor de serviços não financeiros no Paraná encerrou o ano de 2024 com movimentação expressiva na economia do estado, registrando uma receita bruta de R$ 218,7 bilhões. Os dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por meio da PAS (Pesquisa Anual de Serviços) 2024, colocam o Paraná na quarta posição nacional em volume de faturamento, concentrando 5,7% de toda a receita bruta de serviços do país.
O estado ficou atrás apenas de São Paulo (43,5%), Rio de Janeiro (10,1%) e Minas Gerais (8,5%), liderando o desempenho na Região Sul à frente de Santa Catarina (5,0%) e Rio Grande do Sul (4,9%). Ao todo, o Paraná reuniu 153.024 empresas ativas no setor, responsáveis por empregar 1,03 milhão de pessoas e injetar R$ 37,6 bilhões no pagamento de salários, retiradas e remunerações.
Transportes lideram faturamento
A distribuição das receitas mostra uma forte tração logística no estado. O segmento de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio foi o campeão de faturamento, gerando R$ 75,7 bilhões, o equivalente a 34,6% de toda a receita do setor no Paraná, embora empregue 19,8% da mão de obra (204,6 mil trabalhadores).
Por outro lado, a maior força empregadora e a liderança em quantidade de estabelecimentos ficaram com o segmento de Serviços profissionais, administrativos e complementares. São 57.717 empresas (37,7% do total de empresas de serviços no estado), com 430,6 mil pessoas ocupadas (41,8% do total do setor), e receita de R$ 70,9 bilhões (32,4% do total).
Outros destaques em participação no faturamento incluem o segmento de Serviços de Informação e comunicação (14,8%) e os Serviços prestados principalmente às famílias (10,3%).
Disparidade salarial
A Pesquisa Anual de Serviços também revelou um contraste marcante na média salarial paga pelos diferentes ramos do setor de serviços no estado.
No topo da remuneração, o segmento de Serviços de Informação e Comunicação registrou a maior média salarial por trabalhador: 3,5 salários-mínimos mensais (aproximadamente R$ 4.945). Em seguida aparecem os profissionais de Transportes e correios (2,4 salários-mínimos) e de Serviços Profissionais e Administrativos (1,9 salário-mínimo).
No extremo oposto, a menor média salarial foi apurada no segmento de Atividades imobiliárias, onde os ganhos médios dos trabalhadores ficaram em 0,9 salário-mínimo mensal, ficando abaixo do piso nacional vigente.
Mudança na metodologia
O IBGE informou que a edição de 2024 da PAS passa a registrar uma quebra na série histórica. A mudança ocorreu porque a RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) deixou de disponibilizar o indicador de atividade das empresas, exigindo que o instituto adotasse um critério combinado de exclusão para identificar estabelecimentos ativos.
A partir de 2024, uma empresa é classificada como inativa caso cumpra simultaneamente três condições: possuir menos de 5 empregados, não apresentar vínculos formais na RAIS e não ter enviado declarações fiscais nos últimos três anos. Segundo o IBGE, o impacto metodológico reflete principalmente na contabilização do universo de microempresas (com menos de 5 pessoas ocupadas).


Da Redação
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