Transportes e serviços prestados às famílias puxaram a receita do setor de serviços em 2013. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o segmento registrou crescimento nominal (incluindo a inflação) de 8,5% e os dois segmentos contribuíram com 10,8% e 10,2%, respectivamente. No Paraná, o resultado foi abaixo da média nacional, com 7,3% de expansão no ano. Os gastos das famílias – destaque para hotelaria e alojamento - puxaram a alta, com 12% de crescimento. Em dezembro, o crescimento nacional ficou abaixo do estadual: 8,4% contra 9%.
No País, entre os destaques do segmento de transportes estão os transportes aquaviário (com alta de 18%) e aéreo (16,8%). Os transportes terrestres tiveram aumento de 10,7%. Já os serviços de alojamento e alimentação cresceram 10,6%. Os demais segmentos analisados pela pesquisa também tiveram crescimento, como serviços profissionais, administrativos e complementares (8,1%), serviços de informação e comunicação (6,9%) e outros serviços (5,9%).
O consultor de finanças pessoais e empresariais e diretor da PUC campus Londrina, Charles Vezozzo, avalia que o aumento da renda das famílias influenciou no ganho de receita do setor. "As pessoas têm prioridades e, quando as básicas estão supridas, elas passam a procurar outros serviços", ressalta. O economista destaca pacotes turísticos e serviços de beleza como objetos desta procura.
Na opinião de Vezozzo, para 2014 espera-se um aumento no consumo das famílias, em virtude de eventos como a Copa do Mundo, no entanto, ainda é cedo para afirmar como esse comportamento influenciará na receita dos serviços. "O certo é que eventos como esse geram um ambiente positivo para os negócios", opina.

Paraná
A economista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Ana Sílvia Martins, avalia que o crescimento maior do setor de serviços em dezembro no Paraná seja reflexo do aumento da busca por hotéis, restaurantes, serviços de beleza e atividades artísticas, que, tradicionalmente, aumentam durante o período de férias e festas de fim de ano.
"Também temos o adicional de décimo terceiro salário e alguns bônus e comissões dados pelas empresas, que impulsionam o consumo", avalia. Para Ana Sílvia, em relação ao desempenho nacional do Paraná, abaixo da média nacional, deve-se ao desempenho de regiões turísticas. "São as regiões com forte turismo que puxam a média nacional. Aqui, ainda somos muito influenciados pela renda do agronegócio", acrescenta.
Para o economista Charles Vezozzo, comparar o desempenho estadual do setor de serviços com o nacional apenas com os dados divulgados pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) seria temerário. "Essa diferença é conjuntural, depende de políticas macroeconômicas, em virtude do aspecto continental do País", ressalta.
Para a economista Ana Sílvia, 2014 deve ser um ano de otimismo, pois o fato da capital paranaense sediar jogos da Copa do Mundo irá, inevitavelmente, movimentar o setor de hotelaria. "A tendência é que a receita aumente em relação a 2013", finaliza.

Imagem ilustrativa da imagem Setor de serviços cresceu 8,5% em 2013



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