Setor de sementes apóia liberação de transgênicos
Maria Tereza Boccardi
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
Entidades nacionais de pesquisa e produção de sementes divulgaram ontem, em Foz do Iguaçu, uma moção de apoio à produção de transgênicos no Brasil. O documento foi assinado pelas 14 entidades que participam do 11º Congresso Brasileiro de Sementes, promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates). A transgenia foi um dos principais temas debatidos no evento, iniciado na segunda-feira e com encerramento hoje.
A multinacional Monsanto foi a primeira empresa do País a conseguir permissão especial da Comissão Técnica Nacional de Biosegurança (CTNBio) e autorização do governo para desenvolver soja transgênica.
Embora a empresa tenha registro no Ministério da Agricultura e Abastecimento, uma liminar da Justiça impede a comercialização do produto no Brasil. A moção defende a imediata continuidade da pesquisa, liberação da produção e comercialização de sementes geneticamente modificadas.
O assunto está sendo discutido com emoção e politização, por pessoas que desconhecem a ciência, que está desenvolvendo tecnologia com anos de pesquisa, afirmou o presidente da Abrates, Scylla Peixoto Filho. Até 2005, entre 40% e 50% do mercado de sementes será ocupado pelos transgênicos, estima o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes, Ywao Miyamoto.





