Setor de refeições coletivas faturou 20% mais em 2004
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quarta-feira, 22 de junho de 2005
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As empresas de refeições coletivas estão comemorando os resultados obtidos em 2004. Com 165 mil empregados, o setor serviu 1,56 bilhão de refeições em todo País e teve um faturamento de R$ 6 bilhões, valor 20% maior do que em relação a 2003. Esse resultado, de acordo com o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas Região Sul (Aberc), Rogério da Costa Vieira, foi impulsionado pelo aquecimento da economia do País e, consequentemente, das atividades industriais, onde estão concentrados 70% dos clientes do setor.
''Em 2004 tivemos uma bela surpresa, bastante positiva, impulsionada pelo PIB Nacional, que um crescimento, chegando a 5,2%'', afirma. Para este ano, segundo ele, a expectativa é de crescimento menor, uma vez que a previsão é de queda de mais de 50% do PIB em relação a 2004. ''São R$ 2 bilhões que deixam de circular no mercado. Esperávamos crescer 8%, agora já reduzimos a expectativa para 6%, o que ainda é um bom resultado'', avalia. O número de refeições servidas este ano deve saltar para 1,75 bilhão, o correspondente a um acréscimo de 12% no volume, com faturamento de R$ 6,9 bilhões.
Só no Paraná, a expectativa é que 120 milhões de refeições sejam servidas este ano, fazendo com que o setor feche o faturamento anual em R$ 400 milhões. ''Em média nosso crescimento é de 10% por ano'', diz o vice-presidente da Regional Sul da Aberc, Carlos Antônio Gusso, proprietário da empresa Risotolândia, sediada em Curitiba. Gusso concorda com a tese de que o crescimento industrial é o responsável pelos bons resultados do setor. ''Teve empresa que aumentou de um para três turnos de trabalho. Uma montadora dobrou o número de empregados'', cita.
Representantes do setor estiveram reunidos, ontem em Curitiba, participando de um seminário promovido pela Aberc e destinado a empresários do setor de Alimentação, nutricionistas, gestores de Food Service, profissionais de Recursos Humanos e fornecedores de matérias-primas. A Aberc, segundo Vieira, tem 96 empresas associadas, incluindo sete empresas no Paraná. Ele calcula, no entanto, que existam mais aproximadamente 800 pequenas e micro-empresas do ramo que não têm ligação com a entidade. ''Queremos levar orientações também para essas empresas, para que cresçam e prestem serviços seguindo os padrões de qualidade e maior controle''.
Para incrementar o mercado das empresas, a Aberc está desenvolvendo campanhas para aumentar o alcance nas áreas de educação e saúde. A intenção é convencer hotéis, colégios e universidades sobre as vantagens na terceirização da alimentação. O setor também aposta na merenda escolar. Segundo o diretor da Abert, Antônio Décio Rodrigues Guerreiro, as empresas têm condições de servir refeições às escolas públicas com o mesmo preço (entre R$ 0,90 a R$ 1,10 em São Paulo) e maior qualidade nutricional do que as merendas ofertadas atualmente. Nesse caso, o custo unitário da refeição seria pequeno, mas as empresas ganhariam em função da quantidade.


