Setor de produtos veterinários cresce 9,2%
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2003
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
O aumento das exportações brasileiras de carne e a recuperação econômica da suinocultura e da avicultura refletem nos resultados da indústria do produtos veterinários. Após três anos sem registrar crescimento, o setor comemora, em 2003, o incremento de 9,2% no faturamento. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), a receita do ano foi R$ 1.872 bilhão. ''Não é uma evolução tão significativa, mas indica recuperação'', opinou Emilio Carlos Salani, presidente da entidade.
A indústria está otimista com a perspectiva de crescimento dos mercados de carne bovina, suína, frangos, leite e animais de estimação. O País encerra o ano ofertando 7,6 milhões de toneladas de carne de frango, 2,65 milhões de toneladas de carne suína, 7,4 milhões de toneladas de carne bovina e 21 bilhões de litros de leite. Além da expressiva produção, conquistou a posição de maior exportador de carne bovina e segunda posição na venda de carne de frango. Sem contar o mercado de pequenos animais, que cresce em média 10% ao ano.
Salani afirmou que, além do crescimento econômico, o setor conquistou vitórias no que diz respeito à regulamentação do mercado de produtos veterinários. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) aprovou e implementou um projeto que define os procedimentos e as práticas que os fabricantes devem aplicar para assegurar que as instalações, equipamentos e controles usados na fabricação e manuseio de produtos veterinários sejam adequados. Segundo ele, a pirataria e a comercialização de produtos ilegais são problemas que precisam ser combatidos. ''A regulamentação é o caminho para garantir qualidade'', comentou.
Com sede em Londrina, a indústria All Vet obteve resultados superiores à média nacional. Segundo José Antônio Fontes, representante da empresa, a receita aumentou 20%. A boa performance, porém, não decorre de aumento geral no consumo. Resulta do lançamento de novos produtos no mercado, na área de endo e ectoparasiticidas, e da entrada da marca em novas regiões. ''O ano foi razoável'', ponderou.
Para ele, o crescimento das exportações de carne bovina não refletiu no bolso dos pecuaristas, já que o baixo consumo interno inibiu a alta no preço da arroba do boi gordo. Com relação ao próximo ano, a empresa acredita que a manutenção das exportações, aliada ao esperado crescimento econômico e consequente recuperação do consumo, traga aquecimento ao mercado. Além disso, as exigências do mercado internacional devem incentivar a adoção de tecnologia, o que inclui produtos veterinários.


