Setor de máquinas pede nova classificação para pequenos
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sábado, 03 de maio de 2003
Evandro Spinelli<BR>Agência Folha 
Ribeirão Preto - Empresas da região de Ribeirão Preto podem se beneficiar com o projeto do governo federal de incentivar a agricultura familiar, parte do programa Fome Zero.
Parte das indústrias de máquinas agrícolas da região produz equipamentos para a agricultura familiar. São equipamentos de pequeno porte destinadas ao preparo do solo, plantio, cultivo, pulverização e colheita em propriedades de até 20 hectares.
A Marchesan-Tatu, de Matão, por exemplo, tem equipamentos para preparo do solo, plantio e cultivo. De acordo com Francisco Matturro, diretor comercial da empresa, 50% do faturamento de R$ 300 milhões da indústria, em 2002, veio de pequenos produtores. ''O pequeno produtor tem acesso à mesmíssima tecnologia do grande'', afirmou.
A Agri-Tillage, que produz os equipamentos da marca Baldan, de Matão, lançou na Agrishow 2003, em Ribeirão Preto, equipamentos para a agricultura familiar. ''A máquina é a mesma da tradicional, só que foi miniaturizada'', afirmou Paulo Centeno, diretor-geral da empresa.
A Sermag, de Serrana, lançou também na Agrishow uma colheitadeira de cana para pequenos produtores. A diferença para a máquina tradicional no mercado é, além da capacidade, o preço. Enquanto a grande custa cerca de R$ 500 mil, o equipamento da Sermag sai por R$ 150 mil.
Para Alberto Borges, diretor da DMB, que produz máquinas para a lavoura de cana, ''são os pequenos que movimentam o Brasil''. A empresa tem um sulcador com adubador para uma linha de cana, por exemplo, que custa R$ 1.800 e pode ser movido pelo trator da mais baixa potência à disposição no mercado.
O problema é que a linha de crédito que poderia beneficiar esses agricultores estabelece como limite uma renda bruta anual de R$ 27,5 mil. O setor de máquinas agrícolas reivindica que o pequeno produtor seja qualificado pelo módulo de terras que ele possui.


