Setor de máquinas-ferramenta cresce 40%
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sábado, 19 de março de 2005
Marcelo Rehder<br> Agência Estado 
São Paulo - O crescimento da indústria ampliou o número de encomendas ao setor de máquinas-ferramenta, mais conhecidas como máquinas de fazer máquinas e gerar empregos. A Ergomat, de São Paulo, que cresceu 40% e abriu mais de 60 postos de trabalho no ano passado, por exemplo, já tem encomendas para 4 meses de produção. ''Só podemos crescer quando as indústrias investem para produzir mais'', diz o presidente da Ergomat, Andreas Meister.
As máquinas-ferramenta fabricam peças e componentes para praticamente todos os tipos de produtos manufaturados, de simples brinquedos a celulares, eletroeletrônicos e automóveis. ''Observamos, até 2003, que a indústria vinha se modernizando lentamente, sem aumento da capacidade produtiva. Mas desde o ano passado, notamos uma movimentação de clientes em busca de ampliação da capacidade'', diz Meister.
Segundo ele, isso ficou evidente com o forte aumento registrado na demanda por produtos clássicos como tornos automáticos, que produzem peças cilíndricas para válvulas automotivas, eixos de máquinas agrícolas e porcas e parafusos, entre outros. ''As vendas dessas máquinas mais tradicionais dobraram nos últimos 12 meses'', afirma o presidente da Ergomat. Ele acrescenta que quando as empresas investem em máquinas sofisticadas, que produzem os componentes de forma completa, eliminando mão-de-obra ou trabalhos manuais nas peças, como vinha ocorrendo nos últimos anos, é um sinal de modernização.
Os fabricantes de máquinas-ferramenta faturaram R$ 2,78 bilhões no ano passado, 44,8% a mais do que em 2003. Levantamento da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostra que essa taxa de crescimento superou a média do setor, de 30%.
As indústrias automotiva e de autopeças estão entre os principais consumidores de máquinas-ferramenta. A fabricante de motores Cummins Latin America, por exemplo, vai investir R$ 120 milhões até o ano que vem para iniciar a produção de duas novas gerações de motores eletrônicos, de 8 e 9 litros, em sua fábrica em Guarulhos, na Grande São Paulo, cuja capacidade de produção também será ampliada.
''Além de abastecer o mercado interno, a fábrica será um centro de exportação de componentes para motores de 8 e 9 litros'', conta o diretor de Vendas e Marketing, Luis Pasquotto. No ano passado, a Cummins investiu R$ 32 milhões, ampliou a produção em 45%, obteve um faturamento recorde de R$ 1,3 bilhão (30% mais que em 2003) e criou 200 empregos. Dos 61 mil motores produzidos, 14 mil foram exportados. Este ano ela pretende faturar R$ 1,5 bilhão e exportar de 11,5 mil a 14 mil motores.
As máquinas que serão usadas para fabricar os novos motores de caminhões e ônibus da Cummins vão ser fornecidas pela B. Grob, de São Bernardo do Campo.


