Setor de máquinas cresce em ritmo razoável
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sexta-feira, 08 de fevereiro de 2002
Sílvio Oricolli Equipe da Folha 
O mercado nacional de máquinas agrícolas deve crescer entre 5% e 6% em relação ao ano passado cujos resultados, na avaliação de Pérsio Pastre, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram muito bons. Em 2001, foram vendidas 4.098 colheitadeiras, 8,4% sobre as 3.780 do ano anterior. O segmento de tratores negociou 28.202, aumento de 14,7%. Em janeiro foram vendidas 598 colheitadeiras, 32,88% a mais que as 450 de igual período do ano passado, enquanto no segmento de tratores, o crescimento foi de 46,26% (1.489 unidades) sobre janeiro do ano passado (1.018 unidades).
De acordo com Pastre, os números devem ser considerados bons porque permitem que o mercado renove a frota de forma progressiva e controlada, sem grandes picos e quedas bruscas. A oscilação alta é prejudicial a todos, porque implica na redução do ritmo de produção, com consequente desemprego, as concessionárias também sentirão a retração da vendas, por ter se preparado para um mercado aquecido, enfim ninguém ganha com os altos e baixos do setor, diz.
O vice-presidente da Anfavea argumenta que o crescimento contínuo e em patamares razoáveis, se é benéfico para a indústria, também traz vantagens para o agricultura que, gradativamente, está se preparando para ganhar competitividade para quando o País ingressar nos novos mercados, como a Alca ou a União Européia, o que deve ocorrer dentro de três a cinco anos.
Para Martin Mundstock, diretor comercial da John Deere Brasil, o cenário é positivo para este ano. O produtor busca tornar a propriedade mais eficiente, ao entender que a produtividade é consequência de todo o processo, ou seja, passa pelo plantio, com o uso integrado do trator com a plantadeira, o manejo adequado da lavoura até a colheita.


