Setor de louça é um dos que mais sofre
Curitiba - O setor de louça é um dos que sofre com a concorrência chinesa. Só no período de janeiro a março de 2011, entraram 94 milhões de peças de porcelana chinesa no Brasil como pires, xícaras e pratos. No mesmo período de 2010, tinham sido 28 milhões de peças.
''O que nos preocupa é o material da tinta usada na porcelana chinesa contaminada com cádmio e chumbo. Quando o Brasil vai exportar, precisa ter certificado que é isento dos dois produtos'', disse o presidente do Sindicato das Indústrias de Louça do Paraná (Sindilouça-PR), José Canisso. Segundo ele, hoje há 150 fábricas de porcelana na China que usam mão de obra barata e vendem ao Brasil produtos com preços até 60% menores.
Hoje, o Paraná conta com 36 empresas entre porcelana e cerâmica que empregam 6 mil pessoas com R$ 400 milhões de faturamento por ano e a produção de 240 milhões de peças. ''A China quer nos aniquilar. Mas, hoje mostramos que o nosso produto é o melhor. Estamos melhorando a beleza e a qualidade das peças'', disse. Ele reforça que a indústria paranaense se modernizou, substituiu os fornos a lenha por gás natural. Com isso, a queima da porcelana que demorava 26 horas, agora acontece em oito horas. Antes, era necessário esperar quatro horas para poder tocar nas peças depois que saíam do forno. Hoje, os produtos já saem frios.
Ele contou ainda que, hoje, 40 milhões de pessoas não comem em prato no Brasil e usam lata de marmelada, cumbuca de madeira ou vasilha de plástico. Quando conseguem uma melhora financeira compram primeiro um prato de vidro ou alumínio e, por último, partem para o prato de cerâmica. (A.B.)





