Curitiba - O setor de asseio e conservação tem hoje um deficit de 5 mil trabalhadores no Paraná e 150 mil no Brasil. E, a tendência é que o problema do ''apagão de mão de obra'' nesta área seja ainda maior nos próximos anos. Uma parcela destes trabalhadores têm procurado vagas na construção civil e nas indústrias, setores que oferecem remunerações melhores.
Outro problema enfrentado na área de asseio e conservação é a grande rotatividade de trabalhadores que chega a 7,4% ao mês. ''Em um ano, troca uma empresa inteira'', disse o presidente do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Paraná (Seac), Adonai Aires de Arruda.
As principais funções que sofrem com a falta de mão de obra hoje no Paraná são copeira, porteiro, jardineiro, recepcionista, telefonista, servente de limpeza, limpador de vidros e vigia. Outro problema, segundo ele, é que a qualidade do trabalho e o comprometimento dos funcionários é cada vez menor.
''Muitas mulheres também procuram a construção civil para trabalhar na fase de acabamento das obras'', informa.
O menor piso pago é para servente de limpeza de R$ 621,00 mais R$ 184,00 de vale mercado. Os maiores salários ficam na casa de R$ 1 mil. ''Estamos muito preocupados com a falta de vagas, principalmente em Curitiba e Região Metropolitana que terá muitas coisas acontecendo nos próximos anos como a Copa do Mundo, a reforma do Aeroporto Afonso Pena, as obras do Estádio Joaquim Américo (''Arena da Baixada''), os novos shoppings, a ampliação da fábrica da Renault e a abertura de novas indústrias. Até 2014, as perspectivas são muito sérias'', disse.
Para ele, mesmo aumentando os salários não traria mais pessoas para preencher as vagas. O Brasil conta com 1,5 milhão de trabalhadores no setor e o Paraná com apenas 45 mil.

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