Setor de higiene e beleza deve crescer 20%
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de julho de 2004
Viviane Mottin<br>Agência Estado 
São Paulo - Os resultados do segmento químico de higiene e beleza, cosméticos e perfumes surpreenderam no primeiro semestre deste ano e provocaram a revisão para cima das estimativas iniciais. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), João Carlos Basílio da Silva, afirma que as novas estimativas apontam crescimento acumulado no ano de 13% em volume e de 20% em valor, em relação ao desempenho de 2003.
''Isso significa que nossas estimativas foram quase duplicadas'', diz o executivo. Parte da alta deve-se à recuperação ante o primeiro semestre do ano passado, considerado fraco. Dos subsegmentos que formam este segmento químico, o de higiene pessoal obteve incremento das vendas da indústria em volume superior a 11%, e de 16,5% em valor líquido, em relação ao primeiro semestre de 2003.
O crescimento estimado no início do ano era de 7% a 8% em volume e de 12% a 13% em valor. Porém, devido ao segundo semestre forte em 2003, o desempenho nestes últimos seis meses do ano deverá ser em índice muito menor do que no primeiro semestre, baixando as expectativas sobre resultado para 5% a 7% em volume ao longo do ano, no susbsegmento de higiene pessoal. Em 2003, as vendas em volume dessa categoria recuaram 2,39% e em valor aumentaram 17,45%.
A alta de vendas em volume não se deve à formação de estoques pelo varejo. Silva explica que a indústria tem pronta entrega de pedidos, uma exigência do varejo que não possui recursos para sustentar o alto custo do capital de giro. Segundo o executivo, o subsegmento que serve como termômetro para a indústria de higiene e beleza é o de perfumaria, pois são raros os produtos que não possuem fragrâncias. ''E o segmento de fragrâncias recebe encomendas, este mês, acima do que foi projetado'', sublinha Silva.
O subsegmento que mais surpreendeu foi o de cosméticos. Para ele, estimava-se alta de 13% a 16% em volume ante janeiro a junho de 2003, e o crescimento fechou em 49,30%. Em valor, as vendas foram 35,8% superiores às dos primeiros seis meses de 2003. A projeção inicial para o acumulado deste ano era de acréscimo entre 20% e 22% nas vendas em valor, estimativa revisada para 25%, enquanto em volume deverá haver incremento de 10% a 12%.
Capítulo à parte para as tinturas para cabelos, que deram um salto de 130% nas vendas em volume em relação ao primeiro semestre de 2003. ''Esperávamos um crescimento maior em valor e menor em volume. O desempenho mostra que o consumidor vem trocando produtos mais caros pelos populares, que aumentam sua fatia de market share'', considera o presidente da Abihpec.
Por fim, o subsegmento de perfumaria, para o qual a previsão de crescimento era de 10% a 12% em volume e de 16% a 17% em valor líquido, também teve resultados acima das expectativas. As vendas em volume fecharam em 24,08% acima das efetivadas de janeiro a junho de 20 03, e em valor foram 23,32% superiores.


