O setor de ensino foi o que teve melhor desempenho na criação de vagas com carteira assinada no Paraná entre 1990 e 2000. No início da década, o setor respondia por 0,6% dos 1,29 milhão de postos de trabalho. Em 2000, fechou com participação de 3,6% de 1,6 milhão de vagas, um crescimento de 474%. A agropecuária apresentou aumento de 2,2% para 5,23% no período. Segundo o economista técnico do Dieese, Cid Cordeiro, esses números refletem mais a formalização dos trabalhadores remanescentes do que a criação de novos postos.
O Dieese apresentou ontem em Curitiba o livro ‘‘A Situação do Trabalho no Brasil’’, sobre o emprego na década de 1990. As causas de greves, por exemplo, mudaram no período. Em 1993, 62% das paralisações ocorriam por causa de remuneração, e apenas 37% delas em 1999. Já o não cumprimento de direitos trabalhistas foi motivo para 24% das greves em 93 e 51% em 99. ‘‘A publicação tem como objetivo não só dar a radiografia do emprego, mas criar subsídios para toda ação que o movimento sindical vá fazer a partir desses dados’’, disse a presidente do Dieese, Mônica Veloso.

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