Rio - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), Eleazar de Carvalho, declarou ontem que R$ 51 bilhões serão investidos em projetos de energia no País até 2007. Deste total, R$ 25 bilhões serão financiados pelo banco. O restante virá da iniciativa privada e de financiamentos junto a outras instituições.
O segmento que terá a maior demanda de recursos será o de energia elétrica (R$ 38 bilhões), seguido pelo setor de petróleo e gás, que movimentará R$ 8 bilhões. Os restantes R$ 5 bilhões serão aplicados em outros projetos também na área, inclusive de energia renovável.
Em entrevista concedida durante o 17º Congresso Mundial de Petróleo, Eleazar de Carvalho comentou ainda que a liberação dos recursos para a construção de outros quatro navios da Transpetro, a serem licitados este ano, pode demorar o mesmo tempo que a operação de financiamento para o Estaleiro Ilha S/A, divulgada na semana passada após dez meses de negociação.
''Pode parecer muito tempo, mas diante da proporção do negócio é o período apropriado. A primeira operação nestes termos pode ter sido um pouco mais complicada e nosso objetivo é reduzir cada vez mais os prazos para a liberação do financiamento, mas acho difícil atingir um prazo muito menor do que este'', comentou.
O BNDES já encerrou a captação de recursos no exterior este ano, segundo informou Eleazar, que foi indagado sobre a possibilidade de novas operações internacionais. Mas ele acabou não descartando a hipótese de o banco voltar ao mercado, ''se as taxas forem atrativas''. ''Atingimos nossa meta de captação de US$ 1,3 bilhão'', afirmou. Segundo ele, a maior parte, US$ 900 milhões, é proveniente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
''Como nosso principal foco é o financiamento de longo prazo, as taxas a nós oferecidas têm de ter uma atratividade tal que chegue ainda compensadora até o cliente final, mas isso hoje em dia é difícil'', disse.
Ele também confirmou a operação de captação de US$ 300 milhões junto a instituições multilaterais asiáticas. Eleazar estima que os recursos devem estar disponíveis até o próximo mês.

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