Tudo o que esperam os fabricantes de eletrodomésticos e eletroeletrônicos é um ano de estabilidade sem as oscilações bruscas nos patamares de vendas, que caracterizaram o ano de 1997. A indústria de eletrodomésticos iniciou o ano com um superaquecimento nas vendas, provocado pela euforia do consumidor atrás dos produtos. No segundo trimestre, veio à inadimplência recorde e houve queda violenta no consumo. A recuperação só foi sentida em outubro. Em novembro, nova queda, que obrigou as empresas a anteciparem férias coletivas e demitir funcionários.
A Electrolux foi uma das empresas que sofreu os efeitos da instabilidade. A empresa não chegou a demitir, mas reduziu produção e deu férias coletivas na segunda quinzena de dezembro. Foram as segundas férias coletivas do ano nas fábricas de Curitiba e São Carlos (SP). A primeira foi em junho, quando as vendas caíram 30%. A princípio, as férias do final do ano deveriam se estender até quinta-feira, mas o retorno foi antecipado em quatro dias e os funcionários voltam ao trabalho na próxima segunda-feira.
O diretor de Marketing da Electrolux, Gilmar Madureira, disse que os empregos foram chamados alguns dias antes porque a empresa sentiu que há necessidade de recompor os estoques no varejo. ‘‘As lojas estão precisando de produtos para colocar nas prateleiras’’, afirma Madureira. Na avaliação final, as vendas da empresa ficaram 8% inferiores ao ano passado. Madureira disse que a expectativa é fechar o ano de 98 com crescimento, mas ‘‘se fecharmos como em 97 será muito bom’’, disse o diretor.

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