Setor de conservas pede taxação das frutas da Grécia
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quarta-feira, 24 de junho de 1998
Agência Estado 
O presidente do Sindicato das Indústrias de Doces e Conservas Alimentícias de Pelotas (RS), Luiz Ariosto Erhart, entregou ontem aos representantes do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo (MICT) um documento provando a necessidade de se elevar de 35% para 60% a taxa de importação do pêssego em conserva da Grécia. Segundo ele, as frutas gregas têm um elevado subsídio fornecido pela Comunidade Européia e concorrem deslealmente com os produtores gaúchos.
Nos últimos dois anos, 12 fábricas de conservas fecharam naquela cidade por não aguentarem a concorrência. Mesmo assim, os agricultores continuam aumentando a produção. Em 1997 foram plantadas mais de mil mudas de pessegueiros na região e a colheita esperada para esta safra é de 35 milhões de latas de um quilo de pêssego em conserva. Nos anos de 96/97 a produção foi de 28 milhões de latas, e na safra de 97/98, a industrialização chegou a 30 milhões.


