Curitiba - O setor de congelados vem crescendo nos últimos anos em função da praticidade do preparo dos alimentos e da rotina do dia a dia das famílias cada vez com menos tempo para cozinhar. Um levamento realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia) mostrou que o segmento de pratos prontos e semiprontos, supergelados (batatas pré-fritas congeladas, milho e ervilha), vegetais congelados e produtos desidratados teve um crescimento de 121% entre 2008 e 2013 e passou de R$ 5,1 bilhões para R$ 11,3 bilhões de faturamento.
Uma pesquisa realizada pela revista setorial Supermercado Moderno com base em dados das indústrias, apontou a participação de vendas de cada categoria de produto congelado. As pizzas respondem por 10% das vendas, os pratos prontos por 15%, os hambúrgueres ficam com 20%, os empanados com 25% e as demais categorias com 30%.
Este mesmo levantamento ainda mostrou que 25% dos consumidores compram congelados de quatro a cinco vezes por mês. Trinta por cento utilizam estes produtos duas vezes no mês e 40% consomem uma vez por mês. Quem mais compra congelados são as mulheres (73%) e consumidores de 26 a 39 anos (39%). Estes produtos são mais utilizados pela classe B (42%) seguida da classe C (29%).
A empresa alemã de ultracongelados Eismann atua no Brasil desde 2010 e também apresentou crescimento nos últimos anos. A companhia iniciou a operação no Brasil em Curitiba e depois estendeu para São José dos Pinhais, Ponta Grossa e Joinville (SC). O diretor financeiro da empresa no País, Nevair Mattos, disse que os resultados triplicaram desde que a companhia iniciou as atividades no Brasil. Ele não citou números de faturamento por serem dados sigilosos. Já são 25 mil clientes nas quatro cidades.
Em setembro, deve ser iniciada a operação em Blumenau (SC) e, antes de novembro, em Florianópolis. A previsão ainda é iniciar os trabalhos em Londrina e Maringá em 2015. "Em 2010, tínhamos 10 caminhões de entrega e, hoje, são 35", contou Mattos. O catálogo da marca tem 140 produtos como sorvetes, vegetais, pratos prontos e a linha de padaria e 80% do mix é produzido na Europa. Do total de itens europeus, 60% são alemães. O sorvete é o carro-chefe da marca e responde por 50% das vendas.
Ele acredita que o crescimento da empresa no Brasil está relacionado à praticidade de preparo dos pratos e com a rotina diária das pessoas que é corrida, o que faz o consumidor querer gastar menos tempo na cozinha para ter mais lazer com a família.
Mattos contou que a Eismann já investiu R$ 5 milhões no Brasil. O plano estratégico da companhia prevê um investimento de R$ 110 milhões no País até 2023 com a expansão das atividades no Paraná, Santa Catarina e ainda em outros estados como Rio Grande do Sul e interior de São Paulo. Os investimentos devem ser em treinamento, pessoal e armazéns.
O centro de distribuição da empresa fica em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Os produtos chegam pelo Porto de Paranaguá em contêineres refrigerados a -30 graus celsius.
Segundo ele, Curitiba foi escolhida para iniciar a operação no Brasil por ser conhecida nacionalmente pela exigência do público consumidor e a região Sul do Brasil pela presença grande de imigrantes europeus. Mattos disse que a empresa não opera em cidades como a capital de São Paulo porque não é um o modelo de negócio para grandes centros por causa da locomoção. A empresa atende os clientes com entregas em casa com datas e horários pré-agendados.

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