Setor de cartões quer evitar intervenção do governo
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 03 de julho de 2009
Ana Paula Ribeiro<br>Agência Estado 
São Paulo - As empresas de cartões tentam mostrar ao governo que intervir nesse setor é um risco, e qualquer alteração demanda uma análise mais profunda para avaliar custo e benefício. Entre os alertas da Associação Brasileira das Empresas de Cartões e Serviços (Abecs), estão a possibilidade de redução de investimentos, aumento da informalidade e elevação dos custos de transação.
Atitudes drásticas de reestruturação do setor, por meio de intervenção governamental, devem ser evitadas, dados os custos de implementação e os elevados riscos de efeitos colaterais nega-tivos, ressalta o documento da associação entregue ao Banco Central (BC) e aos demais órgãos que, ao final de março, divulgaram um estudo criticando a concentração no setor de meios eletrônicos de pagamento.
O documento, que inclui pareceres de consultorias econômicas, foi entregue no final de junho e busca mitigar as críticas ao setor que constam do Relatório sobre a Indústria de Cartões de Paga-mentos, feito pelo BC, Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda e Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça.
Durante a audiência pública, foram encaminhadas 57 manifestações a esse estudo do governo, sendo que 12 serão analisadas para eventual incorporação. Esse novo período de estudos se estenderá até o dia 30 de setembro.
Com temor de que o governo proponha a desverticalização desse setor, a Abecs sugeriu uma análise mais profunda entre os custos e benefícios de possíveis modificações, lembrando que o modelo atual permitiu o crescimento dos meios de pagamento eletrônico e a implementação de novos itens nesse mercado, como o cartão com chip, que permite maior segurança na transação.


