O final de ano dos empresários do setor de brindes ficará dentro das expectativas menos otimistas. Não houve quedas nas vendas, segundo empresários, mas elas devem ficar nos mesmos patamares de 1999. Agendas, chaveiros, canetas, bonés, ofertados por empresas para seus clientes todo fim de ano fazem parte dos primeiros cortes quando há uma queda no faturamento. Entre os meses de outubro e dezembro, os fabricantes de brindes conseguem cerca de metade do faturamento anual.
Para o representante da Brindes Tip, uma das maiores fábricas de agendas promocionais do País, Wilson Machado, este foi um ano atípico. ‘‘Este ano aconteceu uma coisa interessante, que foi vendermos agendas durante todo o período e não apenas nos últimos meses’’, diz. Ele é representante da marca na Região Metropolitana de Curitiba há 25 anos. ‘‘O segundo semestre sempre foi melhor que o primeiro, nos últimos três meses do ano nós comercializamos 50% do total’’, conta.
Segundo Machado, as eleições de outubro atrapalharam o setor de brindes. ‘‘As empresas atrasaram as compras porque elas não sabiam quanto iriam investir’’, diz. Poucos candidatos costumam comprar brindes para eleitores das empresas que estão no mercado. Os partidos maiores têm estrutura própria para produção.
Denilson Davi de Souza, proprietário da Ideal Chaveiros Promocionais, confirma que não houve crescimento no mercado. ‘‘Em 2000 vamos empatar o faturamento de 1999’’, conta. Além da queda na procura, há outros dois fatores que seguram o crescimento da rentabilidade. O primeiro é o aumento da concorrência. ‘‘Tem muita empresa nova vendendo sem nota fiscal, o que prejudica o mercado’’, explica. Além disso, a margem de lucro está caindo. ‘‘Eu estou praticando os mesmos preços de três anos atrás, enquanto os custos continuam aumentando.’’

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