Setor de Bonés e Brindes cria associação
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sexta-feira, 15 de julho de 2005
Reportagem Local 
Com a finalidade de estimular a organização da cadeia produtiva de bonés, brindes e similares, empresários de vários locais do País participaram da 1 Convenção Brasileira de Fabricantes dos segmentos na Expoboné 2005 Feira Nacional dos Fornecedores de Matérias- Primas para a Indústria de Bonés que está sendo realizada até hoje, em Apucarana (PR). A convenção contou com a participação de empresários do setor de diversos estados e teve como resultado a formação da Associação Nacional de Indústrias de Bonés, Brindes e Similares (ANIBB). Desde sua abertura, na tarde de quinta-feira, já passaram pela Expoboné mais de duas mil pessoas.
A associação, que conta com uma diretoria e mais representantes de 20 Estados, tem como proposta a união de esforços para estimular o desenvolvimento em todo o setor e promover o intercâmbio de idéias e experiências entre os associados. A organização também deve facilitar a compra de materiais e acesso ao crédito, além de fortalecer a representatividade do setor junto aos órgãos de incentivo à produção e exportação.
Nas reuniões trimestrais, a ANIBB vai planejar ações também voltadas para o auxílio à prática comercial, como assistência jurídica e profissionalização, com treinamentos e capacitação dos envolvidos. ''O primeiro passo é mapear as necessidades do setor em todos os estados e a partir daí criar um plano diretor'', afirma Valdenilson Domingos da Costa, de Apucarana e eleito presidente da ANIBB. Para ele, a união é uma alternativa frente às dificuldades enfrentadas pelos empresários. ''Só existe uma maneira de um setor crescer hoje: trabalhar unido, porque as facilidades são maiores, surgem melhores oportunidades e desenvolvimento mais rápido''.
China Uma das principais dificuldades citadas pelos empresários, que vem tendo reflexos negativos no setor dos bonés, no mercado interno e externo, são os preços praticados pela China, que vem ganhando cada vez mais espaço entre os lojistas brasileiros. ''A China é a maior produtora mundial no segmento e possui muita qualidade de matéria-prima e acabamento'', ressalta o presidente da ANIBB, que pretende desenvolver ações para enfrentar esse desafio de competitividade.
Hoje, enquanto o boné brasileiro é comercializado a uma média de U$ 3, o chinês pode ser comprado à U$ 0,60. Para os empresários, esse crescimento da entrada do produto chinês no Brasil é resultado dos subsídios governamentais na China, da mão-de-obra barata e sistemas avançados de produção em escala, além da queda do dólar.
No total, existem cerca de 1,5 mil fábricas de bonés no país, sendo que 300 são em Apucarana. O número de empregos gerados é estimado em 75 mil postos de trabalho e a produção está em cerca de 7 a 8 milhões de bonés aos mês. O faturamento mensal do setor no país está em torno de R$15 milhões. Menos de 2% da produção é exportada.


