Setor de bebidas nega alta; o de farmácia admite
Setor de bebidas
nega alta; o de
farmácia admite
As indústrias de cervejas e de refrigerantes negam que tenham reajustado seus preços acima da inflação nos últimos dez anos, como mostra o estudo do BNDES. Apenas a indústria farmacêutica admite que possam ter ocorrido tais reajustes, porque seria uma atualização de preços por ela considerados achatados pelo tabelamento que vigorou por 40 anos no país até 92.
As multinacionais sempre reclamaram dos prejuízos que tinham no Brasil por conta do tabelamento, disse o presidente da Abifarma (Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica), José Eduardo Bandeira de Mello. Segundo ele, desde o início do Plano Real, em julho de 94, a Abifarma acompanha a variação de preços da indústria (74,34%). No mesmo período, a inflação acumulada pelo IPC da Fipe foi de 66,97% e pelo IGP-M da Fundação Getúlio Vargas, de 72,19%.
É difícil para o cidadão entender quando um remédio aumenta, mas o medicamento no Brasil, em dólar, ainda é mais barato do que em muitos países. Para o Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), o índice de reajuste de preços da indústria de bebidas presente no estudo do BNDES está errado.
O preço da cerveja em São Paulo vem caindo de 94 para cá. Deve ter subido em 95 e 96, e só, diz o superintendente do Sindicerv, Marcos Mesquita. De acordo com ele, o reajuste, de 97 para cá, ficou abaixo da inflação.
A verdade é que a abertura comercial dividiu a indústria nacional entre as empresas que se adequaram ao novo mercado e cresceram e as que desapareceram ou padecem hoje num cenário mais competitivo.





