Setor de alimentos mantém expansão
Setor de alimentos mantém expansão
Arquivo Folha/DivulgaçãoO desempenho da indústria de alimentos surpreende: expansão de 2,5%Agência Estado
A indústria de alimentos - exibindo bons resultados desde o início do ano - continua firme na escalada ascendente. Em maio, a produção física cresceu 5,7% sobre o mês anterior e fechou 3,5% superior se comparada ao mesmo período do ano passado.
O acumulado dos últimos doze meses, que até abril estavana casa dos 5%, mais uma vez subiu batendo nos 6,4% em relação aos últimos doze meses imediatamente anteriores. A demanda continua firme, afirma Dênis Ribeiro, economista da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia).
Diante destes números, Ribeiro projeta alta de pelo menos 2,5% neste primeiro semestre em relação aos primeiros seis meses do ano passado. O comportamento da indústria tem sido surpreendente, diz o economista.
Os bons resultados obtidos pelo setor permite à Abia refazer as contas para cima. A previsão, em meados de janeiro, de encerrar 1999 com crescimento de 3% cai por terra. A forte demanda aponta para um acréscimo de 5% ou até acima, aposta. Se a produção física atingir taxas nesses níveis, explica, trata-se de um excelente resultado considerando que no ano passado a indústria de alimentos superou todas as expectativas e encerrou o ano de 1998 com crescimento da produção física de 4 96% e uma receita de US$ 73,5 bilhões ante os US$ 70,2 bilhões, registrados no ano anterior. Será um aumento sobre bases altas, acrescenta.
No princípio de 1998 a projeção era de um aumento, máximo de 2,5%, chegando a refazer os cálculos para baixo, no início do segundo semestre, quando estimou resultado negativo de 0,5%.
Queda da inflação, estabilidade do dólar, superávit da balança comercial, são dados, que na opinião de Ribeiro, são responsáveis pelo bom andamento dos negócios. Os negócios voltaram a fluir rapidamente em resposta aos sinais de estabilidade, acredita o economista.
As vendas nos supermercados brasileiros, em maio, também foram boas. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) mostram que o setor registrou crescimento real de 3,52% sobre o mês anterior. Na comparação com idêntico mês do ano passado, houve queda de 3 62%. Com isso, as vendas acumuladas nos primeiros cinco meses de 1999 apresentaram retração de 1,45% em relação ao mesmo período do ano passado.
Para o presidente da Abras, José Humberto Pires de Araújo, a queda sobre maio passado foi em função das altas vendas auferidas naquele mês. Além disso, comenta, o consumidor continua com o poder de compra retraído, o que prejudica os negócios. Ainda assim Pires de Araújo estima crescimento de 5% neste ano sobre 1998.





