O comércio eletrônico em Londrina ainda é incipiente. Mas as primeiras iniciativas já estão no ar e se concentram, principalmente, no setor alimentício. Alguns empresários resolveram investir na novidade. Pedir refeição pronta ou abastecer a despensa sem ter que desconectar o computador já é possível.
Os valores dos investimentos necessários para o negócio são guardados a sete chaves. Os empresários dizem apenas que são ‘razoáveis’. O primeiro site desta natureza a entrar no ar na cidade foi o sitemania (www.sitemania.com.br), há cerca de um ano e meio. Até dezembro, estavam sendo realizados de 10 a 12 pedidos por dia via internet aos oito restaurantes parceiros, segundo informa o sócio do empreendimento Paulo Cesar Betoni. ‘‘De acordo com a última estatística que obtivemos, há cerca de dois meses, estávamos com 62 acessos diários, mas nem todos se concretizam em pedidos. As pessoas ainda estão conhecendo o serviço’’, diz ele.
Betoni informa que o público alvo do sitemania são estudantes e pessoas mais jovens, que não têm o hábito de sair para comer em restaurantes. ‘‘Por enquanto, o número de pedidos ainda é pequeno, embora as perspectivas de crescimento do negócio sejam boas, abrangendo também restaurantes da região,’’ planeja Betoni. O site não cobra taxa de adesão e nem de manutenção. É cobrado apenas uma porcentagem sobre os pedidos feitos via internet.
O sócio do site Bateu a Fome (www.bateuafome.com.br) Rafael Molina também está entusiasmado com o novo negócio. No ar desde novembro do ano passado, o site já inclui 14 restaurantes. ‘‘É um mercado excelente, mas por ser novidade ainda há certa resistência’’, observa Molina. De novembro até agora, o site recebeu sete mil visitantes e, segundo Molina, está com 700 clientes cadastrados.
Sem dizer quanto investiu, o empresário calcula o retorno em um ano a um ano e meio. ‘‘Nós, na verdade, não paramos de investir. Temos muitos planos para o site, inclusive um projeto amplo de e-commerce da cidade de Londrina.’’ As grandes vantagens apontadas tanto por Molina quanto por Betoni na utilização da internet para fazer os pedidos de comida são a disponibilidade de tempo para estudar o cardápio e o fato de não ter que desconectar o computador para utilizar o disk entrega.
O proprietário da sanduicheria Picwish, Oswaldo Oliveira, é outro que acredita no potencial da Internet como ferramenta de auxílio aos restaurantes. ‘‘Hoje é um mecanismo pouco difundido, mas é um mercado que tende a crescer, por ser prático para as pessoas que estão conectadas’’, diz. Ele ressalta que o tempo de entrega é o mesmo dos pedidos feitos por telefone. O pedido chega quase que simultaneamente ao restaurante, via fax, e entra na fila da entrega.
Luiz Fernando Costa Consalter, administrador do restaurante La Gondola, considera que os pedidos via internet ainda são poucos. ‘‘Não chega a 1% do total de minhas entregas’’, constata.
A jornalista Rosane Barros é uma das adeptas do e-commerce. Além fazer compras, principalmente de livros, por sites nacionais, ela vem fazendo pedidos de comida pela internet e não tem do que reclamar. ‘‘A grande vantagem é que podemos analisar, com calma, todo o cardápio do restaurante. Os pratos vêm discriminados e com os preços,’’ diz.
Paralelamente aos sites de compra, também surgem na cidade e região os sites de pesquisas, que facilitam os negócios. Em Londrina, quem quer comprar um carro pode consultar o www.webcar.com.br . Embora não concretize e nem entregue nenhuma mercadoria, o site traz informações sobre mais de 560 veículos novos e usados, constando o preço e o contato com o proprietário. O site foi desenvolvido por Frank Hisatomi há cerca de dois anos.
Todos os veículos que participam da Feirauto (feira do automóvel realizada todos os domingos no estacionamento do Com-Tour) são relacionados no site. Outra facilidade, aponta o gerente do site Marquinho Gomes, são os links propiciados pelo site com páginas de informações gerais sobre carros, inclusive com o site do Detran. O web car também traz a relação de interessados em comprar veículos, que deixam o recado sobre qual modelo lhe interessa, como pode efetuar o pagamento e, claro, como pode ser encontrado. A média de visitação é de 5.200 por mês. ‘‘São praticamente 180 acessos por dia. Esse boom de visitação mostra a viabilidade do site’’, comenta Marquinho Gomes.
Em Cornélio Procópio, foi desenvolvido o site www.romaopesquisas.com.br, que oferece aos internautas lista comparativa de preços de mercadorias em vários supermercados e de materiais escolares de papelarias da cidade. ‘‘O site foi para o ar mês passado e já contamos com a participação de 12 mercados e três livrarias. Nossa intenção é incrementar o trabalho’’, diz o autor do site Vagner César Teixeira Romão.

mockup