De acordo com dados da Abit, o mercado brasileiro de moda cresceu 80% na última década. ''Outros setores não cresceram nem a metade disso'', observa Chadad. Com a atual tendência de agregar design às roupas de trabalho, o setor de uniformes profissionais, segundo o consultor, é o que oferece a maior oportunidade de mercado. Exemplos disso são hotéis e companhias aéreas que estão contratando estilistas para assinar os uniformes de suas equipes.
Mas, enquanto o mercado interno vai de vento em popa para quem sabe aproveitar as oportunidades, o mesmo não se pode dizer das exportações. ''A participação brasileira no mercado mundial é de apenas 0,4%. Perdemos para a República Dominicana'', revela o consultor de marketing de moda Sílvio Chadad. Para se ter uma idéia de como a fatia brasileira nesse ''bolo'' é pequena, a meta de exportação da grife de biquínis Rosa Chá que já tem uma imagem de marca estruturada lá fora , é de apenas 50 mil peças neste ano.
Para quem pensa em exportar, o recado do consultor é claro: ''Antes, é preciso fazer a lição de casa planejar a empresa e estruturar o negócio''. Ele frisa que, nesse caso, não há espaço para commodities. Esqueça o básico quando se trata de exportação. No mercado internacional, as oportunidades estão nos produtos diferenciados, que agregam valor de moda''.

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