Os 63 órgãos e entidades que fazem compras públicas em Londrina consomem cerca de R$ 1,5 bilhão ao ano, mas somente 20% do valor fica com empresas da cidade, segundo estimativa do Sebrae. "Temos planos audaciosos de chegar a 50% em dois anos e vamos soltar uma programação de capacitação para empresários nas próximas semanas", diz o gestor do Programa de Compras Públicas do Sebrae, Sergio Garcia Ozorio.
Ele afirma que há um ânimo maior entre as entidades que trabalham pelo Compra Londrina desde que aumentou o interesse da prefeitura. "Muita gente trabalhou ao longo do tempo, mas o que mudou é que o decreto garante que as micro e pequenas empresas tenham acesso a licitações, que é o que prevê a lei federal 147/2006", cita.
O presidente da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), Cláudio Tedeschi, conta que a entidade está em fase de desenvolvimento de um software, para que empresários que se cadastrem no site do Compra Londrina (www.compralondrina.com.br) recebam, automaticamente, avisos de processos de compras públicas na cidade, de acordo com o ramo em que atuam. "Se dobrarmos essa participação já vai ser significativo. São R$ 250 milhões hoje que giram no município, o equivalente a mais de dois natais, o que impacta na renda e na arrecadação."
Tedeschi considera que o exemplo da Prefeitura de Londrina também permitirá atrair outros órgãos a tomar decisões semelhantes. "A implementação do Compra Londrina começou, mesmo, no ano passado, apesar de tantos passos que muitos deram desde o início, porque dependia de ser uma política de governo e só agora estamos colhendo os primeiros frutos", diz. "Lógico que fazer a divisão de lotes dá mais trabalho, mas os resultados aparecem na economia de gastos e na renda da cidade."(F.G.)

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