Setor consegue suspirar
Erudimar Piazza, criador de matrizes na região de Toledo (Oeste), um dos maiores polos de produção de suínos do Paraná, afirma que mesmo com o aquecimento dos preços da carcaça, os valores praticados hoje estão no mesmo patamar do que foi registrado em 2005, quando, segundo ele, iniciou a crise da suinocultura. "Contudo, agora estamos conseguindo dar um leve suspiro", observa.
O presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Darci José Backes, explica que o Paraná segue em desvantagem no valor do suíno vivo em relação aos estados de São Paulo e Minas Gerais. Segundo ele, o produtor paranaense chega a receber R$ 0,45 a menos por quilo em relação aos criadores paulistas e mineiros. "As indústrias do Paraná estão segurando os preços. Os produtores precisam acordar e segurar o suíno na granja", recomenda.
Essa atitude, explica Backes, seria a melhor saída para elevar os preços pagos aos produtores paranaenses. "Hoje o cenário não está ruim para o produtor, principalmente se os preços da soja e do milho se mantiverem mais baixos. Porém, estamos ganhando menos", desabafa o presidente da APS. (R.M.)





