Para o vice-presidente da Bolsa de Mercadorias e Cereais de Londrina, Carlos Monteiro, a possibilidade do fim da alíquota de 9% para os cafés solúveis brasileiros exportados para Europa é vista com um certo descrédito. ‘‘Faz muito tempo que essa discussão acontece, sem haver uma definição, mas de qualquer maneira, caso isso aconteça, a cafeicultura paranaense será muito beneficiada’’, afirmou Monteiro.
O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), Mauro Malta, estava mais otimista. ‘‘Nunca vimos um empenho tão grande do Itamaraty em resolver essa questão e o setor está muito confiante de que o parecer será favorável à cafeicultura brasileira. Não há sentido algum a Europa continuar com essa discriminação tarifária’’, ressaltou Malta.
Segundo dados da Abics, em 1991, início da cobrança da alíquota, o Brasil exportava para a UE 402 mil sacas. Naquele ano, Colômbia e Equador exportavam 234 mil sacas. Em 1999, as exportações brasileiras caíram 49,5% (203 mil). No mesmo período as exportações da Colômbia e do Equador, aumentaram 54% (361 mil sacas).

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