Na avaliação da gerente de comunicação de mercado da John Deere, Zuleica Centeno, 2002 é o ''ano de recuperação'' do segmento. ''As condições atuais são bastante favoráveis e é importante que o governo consiga dar continuidade ao Moderfrota, que desde março vem impulsionando o setor'', disse. Segundo Zuleica, empresa vem trabalhando com 90% da sua capacidade fabril, produzindo diariamente 16 colheitadeiras, 20 tratores e 80 linhas de plantadeiras. O objetivo é conquistar até o final do ano 35% do mercado de colheitadeiras e 14% o segmento de tratores.
O diretor-comercial da New Agro, revendedora New Holland, em Londrina, Régis Edison Mazzardo, concorda que o mercado de máquinas agrícolas está diretamente vinculado às linhas de financiamento. ''Esse é um fator de instabilidade; sem isso, o produtor tem poucas condições de investir na renovação de máquinas agrícolas'', comentou.
Na opinião do produtor rural Pedro Junqueira Marchi, que este ano comprou três tratores, a taxa de juros em níveis baixos foi fundamental para a realização do investimento. ''A 8,75% ao ano dá para fazer a compra planejada. Também a incerteza quanto ao governo futuro nos motivou a efetuar a compra este ano'', salientou.(A.P.N.)

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