Curitiba - O setor automotivo paranaense apresentou, em 2004, seu melhor desempenho, em termos de volume de produção, desde 1999, quando consolidou sua implantação no Estado. Foram produzidas 232.335 unidades, contra as 170.967, em 2003, ou o equivalente a um acréscimo de 35,89%. Os números foram apresentados, ontem, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), em coletiva na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba.
A projeção para este ano é bastante otimista, segundo o economista do Dieese, Cid Cordeiro. Ele calcula um acréscimo de 107 mil unidades no volume de produção anual, caso se confirmem os projetos da Volskwagen Audi, com o modelo Fox, e da Renault, com a montagem do novo modelo - o Mégane Sedan - na fábrica de São José dos Pinhais. Isso significaria um aumento de 45% em relação a 2004, elevando a participação do Paraná no mercado nacional dos atuais 10,22% para 14% ou 15%. O pólo automotivo paranaense, em 2003, só ficava atrás de São Paulo e Minas Gerais. O Dieese ainda não tem o balanço dos outros estados para saber se o Paraná manteve a posição, em 2004.
De qualquer forma, o desempenho do Paraná, destacou Cordeiro, deve superar a média de crescimento estimada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) de 5,4% neste ano. O economista projeta um aumento de, no mínimo, 10%, o que representaria 23 mil unidades a mais do que em 2004.
No ano passado, com exceção dos comerciais leves (camionetas de carga), que teve recuo de 24,41%, os demais segmentos registraram aumento na produção. O destaque foi na produção de comerciais pesados (caminhõs e ônibus), que cresceu 48,90%, passando de 6.147 unidades, em 2003, para 9.153 unidades, no ano passado. No segundo lugar, ficaram os automóveis de passageiros e uso misto, cuja produção cresceu 46,93% no ano passado em relação a 2003. A Volskwagen aumentou 86,52%, a Renault 10,20% e a Audi teve queda de 21,40%.
O segmento de máquinas agrícolas também registrou crescimento, mas em patamar bem menor. Foram produzidos, em 2004, 13.766 tratores e colheitadeiras, volume 1,51% maior que em 2003 (13.561). De acordo com informações do Sindicato dos Metalúrgicos, a queda no preço da soja teve impacto no desempenho desse setor. A expectativa para este ano não é animadora. Os sindicalistas acreditam que haverá aquecimento no mercado de reposição de peças, pois os produtores rurais devem optar pela manutenção das máquinas, abrindo mão de novas aquisições.
As exportações de autoveículos e máquinas agrícolas também tiveram crescimento significativo no ano passado: 31,83%. Foram vendidas no mercado externo mais de 79,5 mil unidades. O segmento de comerciais pesados foi o que teve melhor desempenho nas exportações, com crescimento de quase 120%.

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