Curitiba A cadeia automotiva no Paraná gerou 3.930 novos empregos de janeiro a junho deste ano, aumentando em 5,86% em relação ao mesmo período do ano passado. Neste setor incluem-se as montadoras, as empresas que fabricam peças para as montadoras, o comércio a varejo e atacado de autopeças, e as oficinas mecânicas. O interior do Estado foi o que mais cresceu, gerando 57% das novas vagas, o que soma 2.229 novos empregos. Já os 1.701 empregos restantes foram gerados pelas empresas da Grande Curitiba. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego e do Departamento Intersindical de Estatísiticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
O setor que mais cresceu foi o de fabricação de caminhões e ônibus, com um aumento de 170% no número de postos de trabalho em comparação com 2002, o que significa 136 novas vagas de janeiro a junho. Em segundo lugar em crescimento está a fabricação de pneus e derivados com 191 novos empregados neste mesmo período, o que representa um aumento de 42% no número de novas vagas. De toda a cadeia, o ramo que possui o maior número de empregados, até junho, é o do comércio e o das oficinas mecânicas juntos, com 1.541 vagas, um aumento de 10,6% em relação ao mesmo período de 2002.
Segundo o economista do Dieese, Sandro Silva, esse crescimento se deu, principalmente, porque as montadoras aumentaram a produção este ano em relação a 2002, que foi muito baixa comparada com anos anteriores. Contudo, Silva lembra que o aumento de 9,83% que a produção automobilística registrou até junho no Paraná é pontual e ocorreu por causa da fabricação de máquinas agrícolas para atender a demanda da safra e do início, neste ano, da produção em grande escala de comerciais leves (caminhonetes) no Paraná.
Já o comércio de autopeças cresceu porque alguns fatores econômicos alavacaram a economia principalmente no interior do Estado. ''Com a alta do dólar, muitas indústrias e o setor agrícola tiveram bons resultados com as exportações. Isso fez com que o poder aquisitivo de muitas pessoas aumentasse, beneficiando o comércio. E isso foi em praticamente todos os segmentos, não só na cadeia automotiva'', explica Silva. No setor do comércio 705 empregos foram gerado no Interior e 240 na Grande Curitiba.
''A alta do dólar, por outro lado, também pode ter feito com que muitas montadoras passassem a comprar peças nacionais, aquecendo a cadeia automotiva'', especula o economista do Dieese, Cid Cordeiro. Quanto às oficinas mecânicas, uma explicação para a geração de 596 novos empregos, segundo o economista, pode ser o fato de as pessoas estaram investindo na manutenção dos que veículos em vez de comprarem carros novos.

mockup