São Paulo Não é possível mensurar os números de produção e venda do setor automotivo para 2003, afirmou ontem o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ricardo Carvalho. Segundo ele, essa dificuldade é consequência de alguns fatores determinantes, como a política econômica que será adotada pelo novo governo, a estabilidade da moeda frente ao dólar e as taxas de juros que serão praticadas. Ele citou ainda a interferência de fatores externos, como uma possível guerra entre Estados Unidos e Iraque, o que elevaria o preço do petróleo.
Carvalho, no entanto, destacou que 2003 será o ano da consolidação do perfil do setor automotivo nacional como uma plataforma exportadora. Segundo ele, o acordo firmado com o México deverá apresentar seus primeiros resultados práticos no primeiro trimestre do próximo ano. A expectativa da Anfavea é de que a receita total proveniente de vendas externas fique entre US$ 4,1 bilhões e 4,2 bilhões, em 2003, ante previsão de US$ 3,5 bilhões neste ano. ''Esse número não é conservador, pois queremos fechar outros acordos como, por exemplo, com o Chile.''
O presidente da Anfavea destacou que, em 2005, o setor deve exportar 900 mil unidades, enquanto que, em 2003, a expectativa é de que o número alcance 450 mil veículos.
Estimativas positivas Pesquisa realizada em conjunto pela Anfavea e pela AutoData com executivos e representantes do setor automotivo mostra que ninguém trabalha com a hipótese de queda nas vendas internas, nas exportações ou na produção para o próximo ano. Em alguns casos, executivos como o presidente da General Motors, Walter Wieland , não se surpreenderão caso a produção alcance a marca de 2 milhões de veículos em 2003. O consenso, entretanto, é de que o número permanecerá estável em 1,8 milhão de unidades, enquanto as vendas internas deverão ficar em 1,5 milhão.
O presidente da Anfavea disse ainda que a associação não está em negociação com o governo para novas reduções da carga tributária que incide sobre o setor. De acordo com ele, não há espaço para uma nova redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ainda este ano, como já ocorreu em agosto com os veículos entre 1.000 e 2.000 cilindradas.

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