Setor automobilístico bate recorde no semestre
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quinta-feira, 05 de julho de 2007
Caroline Vicentini<br> Reportagem Local 
A indústria automobilística brasileira vive um dos melhores momentos de sua história. Desde 1997, quando o setor produziu dois milhões de unidades e as vendas no mercado interno somaram 1,9 milhões de veículos, a indústria não registrava números tão bons em relação a produção, mercado interno e exportações.
Segundo o último desempenho divulgado ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as empresas fabricantes de veículos instaladas no Brasil bateram recorde de produção no primeiro semestre deste ano. As vendas internas de veículos registraram alta de 34% no mês de junho em relação ao mesmo período do ano passado, mas queda de 5,9% em relação a maio (211, 1 mil). Foram vendidos em junho 198,8 mil unidades, contra 148,4 mil em junho de 2006. No semestre as vendas internas somam 1,08 milhão de veículos, contra 861,2 mil no mesmo período do ano passado, o que representa uma alta de 25,7%.
A indústria automobilística produziu 246,4 mil veículos em junho, alta de 9,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. (224,8 mil). Em relação a maio, houve queda de 4,2%. No semestre houve uma alta de 6,3% sobre 2006. Foram fabricados 1,38 milhão de veículos no período, contra 1,3 milhão nos seis primeiros meses do ano passado. O setor projeta terminar o ano com 2,8 milhões de veículos produzidos, sendo 2,2 milhões voltados para o mercado interno.
As exportações somaram em junho US$ 1,07 bilhão, 4% a menos do que em maio, que registrou US$1,12 bilhão, e 9,3% a mais do que em junho de 2006 (US$ 985 milhões). No ano, já foram exportados o equivalente a US$ 5,9 bilhões, valor 2% maior ao registrado no primeiro semestre de 2006, quando somaram US$ 5,8 bilhões.
Segundo o diretor nacional de vendas e marketing da GM para o Brasil e Mercosul, Marcos Munhoz, oferta de produtos que atendem às necessidades dos clientes, disponibilidade de crédito, taxas de juros menores e situação econômica favorável são fatores que contribuem para o bom desempenho do setor.
De acordo com Munhoz, especialistas acreditam que o crescimento será sustentável. ''Taxa de crescimento de 25% como o que foi visto até agora é exceção, mas acredito que há condições do setor automobilístico expandir 10% nos próximos anos'', projetou. O executivo informa que a GM vendeu 220 mil unidades no mercado brasileiro até agora; o objetivo é chegar às 490 mil até o final do ano.
A fabricante já lançou seis modelos de veículos este ano e mais três estarão no mercado neste segundo semestre. Um dos lançamentos é o Vectra GT, que será produzido exclusivamente na configuração hatchback de quatro portas, motor quatro cilindros ''flexpower'' de oito válvulas e 2.0 litros de capacidade volumétrica.
A entrada de marcas chineses, coreanas e indianas no mercado brasileiro não assusta o diretor. De acordo com Munhoz, o apelo de baixo custo de manutenção, principal característica dos veículos asiáticos, não assusta a GM. ''O brasileiro é apaixonado por carro e certamente não avalia apenas preço na hora de adquirir o produto'', finalizou.
Premiação - O bom momento da indústria automobilística pode ser percebido nas concessionárias de veículos. Na Metronorte, em Londrina, a procura é tanta que a empresa trabalha com programação de entrega. Segundo o diretor comercial, Osni Moreira, a expectativa é que as vendas aumentem 40% em relação ao ano passado. ''A nossa previsão é comercializar 3 mil unidades até o final do ano; já atingimos 55% desta meta'', revelou Moreira.
A concessionária recebeu na quarta-feira, pelo oitavo ano consecutivo, a certificação de concessionária Chevrolet Nível A. A premiação foi instituída há 12 anos. De acordo com Moreira, os quesitos avaliados são satisfação dos clientes, solidez financeira, instalações, volume de venda de peças e serviços e treinamento dos colaboradores. (com Folhapress)


