Setor aguarda resultados do 'Viaja Brasil'
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Viaja Brasil
Animada pelas projeções de faturamento extra com um primeiro semestre recheado de atrações apesar do réveillon do milênio não ter sido o esperado, há previsão de verão quente e seco, o Carnaval com muitos visitantes estrangeiros atraídos pelo câmbio favorável e as comemorações dos 500 anos de Descobrimento do Brasil , a indústria do turismo pode ter mais um motivo para esperar um bom desempenho no ano 2000.
O Viaja Brasil programa desenvolvido pelo escritório paulista da Associação Brasileira de Agentes de Viagens (Abav), com apoio da Abav, do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) e da TAM Linhas Aéreas lançado na semana passada em São Paulo, quer, em um prazo de dois anos, agregar ao setor mais R$ 1 bilhão e 15 mil empregos diretos a partir de uma revolução na forma de comercialização de pacotes turísticos.
Esta é a expectativa da H&D Assessoria, empresa paulistana que elaborou ao longo deste ano um estudo para massificar o turismo doméstico com base no envolvimento mais direto e agressivo das agências e operadoras com a venda de destinos baratos e a curta distância. Segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), as viagens de até 5 horas representam 80% da movimentação do setor e a previsão é que este patamar se mantenha pelos próximos 20 anos.
O plano é, com o aumento da escala de consumo, reduzir a margem de lucro a um patamar de 10% e vender pacotes de R$ 100,00, preço incompatível com o atual modelo, considerado pela H&D elitista e passivo demais perante o consumidor.
O estudo propõe a adoção de verbas cooperadas para financiar encartes em jornais e anúncios em revista, rádio e TV para divulgar o novo modelo de comercialização, que inclui venda em quiosques instalados em supermercados, shopping centers e lojas de conveniência.
Para atingir a demanda reprimida, que só em São Paulo atinge 5,3 milhões de 10,3 milhões de turistas em potencial (dados da Fipe) serão adotados também sistemas de televenda, venda postal, venda na internet e venda porta a porta.
O know-how de empresas de atuação nacional (como é caso da TAM, companhia aérea que opera o maior número de destinos 94 dentro do País) será usado para diversificar os pacotes conforme as regiões.
O presidente da Embratur, Caio Luiz de Carvalho (foto), é um dos que apostam no turismo doméstico para acelerar a criação de empregos e a geração de renda no País. Não há comparação entre a renda do turismo interno com a renda gerada pelos visitantes estrangeiros, comentou Carvalho ao falar dos últimos números sobre o setor, em solenidade de lançamento do programa, ocorrido no Parlamento Latino Americano, em São Paulo.
O turismo interno no Brasil está em crescimento acelerado: em 1998, foram 38,2 milhões de viajantes, no ano 2000, a expectativa é que este número chegue a 45 milhões, gerando quase R$ 30 bilhões (contra R$ 7,2 bilhões deixados pelos estrangeiros). (Lúcio Flávio Moura, enviado a São Paulo)





