São Paulo - O crescimento no movimento de passageiros da aviação mundial excedeu as expectativas no primeiro semestre. Tanto que a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA - na sigla em inglês), principal entidade internacional do setor, já prevê um crescimento de dois dígitos para a aviação este ano, bem acima da expectativa de expansão de 7% estimada pela entidade no começo de 2004.
Nos primeiros seis meses do ano, houve em todo o mundo um aumento de 20,4% na receita com tráfego de passageiros, em relação ao primeiro semestre de 2003, com ocupação média de 73% nos vôos. Já o transporte de cargas aumentou 13% no mesmo período.
O presidente da IATA, Giovanni Bisignani, afirma que este pode ser o ano do break-even para as empresas aéreas, desde que elas mantenham o controle sobre os custos. Os números também são animadores se comparados aos do ano 2000. Antes, portanto, dos atentados terroristas de 2001, que jogaram a aviação na maior crise de sua história.
De janeiro a junho deste ano, as receitas com tráfego de passageiros aumentaram 8,4% em relação ao primeiro semestre de 2000. Já o transporte de carga cresceu 16,2% no mesmo período. A IATA atribui os números otimistas aos seguintes fatores: a recuperação econômica global, a melhoria das linhas de transporte aéreo com as alianças entre as companhias e o fim da ameaça da Sars, a gripe asiática.
Nos primeiros seis meses de 2004, o Oriente Médio foi a região onde o tráfego aéreo mais cresceu: 44% sobre igual período em 2003. É importante lembrar, porém, que o movimento estava reprimido na região, pois foi no primeiro semestre do ano passado que a Guerra do Iraque estourou. A região Ásia-Pacífico tem o crescimento mais consistente, com aumento de 35% no movimento de passageiros no primeiro semestre. Já no no primeiro semestre de 2003 o movimento de passageiros na Ásia já havia aumentado 69% frente ao mesmo período em 2002.
A América do Sul foi a que apresentou o pior desempenho: expansão de apenas 5% no primeiro semestre, frente ao de 2003. A Europa cresceu 12,8%; a América do Norte, 20%; e a África, 7%.
No Brasil, as notícias para a aviação também são boas. Segundo números do Departamento de Aviação Civil (DAC), a demanda nos vôos domésticos aumentou 11% de janeiro a julho, frente a idêntico período em 2003. Nos vôos do Brasil para o Exterior, o movimento foi 5,6% maior do que no ano passado. Se continuar neste ritmo, o setor tem condições de recuperar o que perdeu em 2003, quando o movimento de passageiros caiu 6% no ambiente doméstico e 0,8% no internacional.

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