Nova York - O mês de setembro marcou o fim de um trimestre feio para os mercados financeiros globais, mas em nenhum lugar o período foi tão ruim quanto no Brasil. Os mercados de ações, em geral, caíram nas últimas semanas, com os principais índices em baixa de 10% em dólares em setembro e de 16% no trimestre até sexta-feira, segundo os índices do Morgan Stanley Capital International.

A América Latina, entretanto, foi um caso à parte, com as ações da região em queda de 17% em setembro e de 23% desde o fim de junho, conforme a região consolida sua posição de mercado com pior desempenho do mundo. O Brasil tem sido o maior problema, com suas ações em queda de 29% este mês e 38% no trimestre, em dólares.

Participantes do mercado dizem que a região como um todo está enfrentando uma série de desafios econômicos em uma época em que o mercado internacional de crédito está secando e a aversão ao risco, crescendo, tornando a América Latina menos atraente para o investidor do que grande parte dos países em desenvolvimento da Ásia e da Europa. O Produto Interno Bruto da região deve encolher 0,6% este ano.

A Rússia, para a qual o Fundo Monetário Internacional prevê um crescimento de 4,4% este ano, é outro mercado emergente que está roubando investidores da América Latina. Uma pesquisa do J.P. Morgan divulgada no fim de semana mostrou que dententores de títulos de mercados emergentes estão mais otimistas em relação à Rússia do que a qualquer outro crédito. Analistas admitem que o contágio das turbulências financeiras do Brasil está começando a ter um papel maior na região.

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