Setembro foi o segundo melhor em empregos
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quinta-feira, 17 de outubro de 2013
João Fortes<br>Reportagem Local 
O Paraná foi o quarto Estado na geração de empregos em setembro, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo é de 15,9 mil postos, consequência de 134,2 mil admissões e 118,3 mil demissões. Trata-se do segundo maior saldo paranaense desde o início da série histórica, iniciada em 2003. Em setembro de 2008, o saldo havia sido de 17,4 mil postos.
O crescimento de novas vagas em relação a agosto é de 0,6%. "O Estado tem uma perspectiva de crescimento econômico e, já no primeiro semestre, teve um crescimento de 4% no PIB. Por isso, continua expressiva a geração de postos de trabalho", destaca Fabiano Camargo da Silva, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O setor de serviços foi o que mais gerou empregos em setembro no Paraná, com 5,7 mil vagas, seguido do comércio, com 5,5 mil postos de trabalho, e a indústria de transformação, com 3,5 mil. O maior saldo de empregos ficou concentrado na Região Metropolitana de Curitiba, com 6 mil novos postos de trabalho - um acréscimo de 0,57% em relação ao mês anterior.
Somente na capital, foram 4,5 mil postos, resultado de 39,4 mil admissões e 34,8 mil desligamentos. Maringá ficou em segundo lugar na geração de empregos, com um saldo de 765 vagas, seguida de Cascavel, com 676. Já, em Londrina, foram admitidos cerca de 8,7 mil trabalhadores, mas demitidos 8,3 mil, resultando em um saldo de 348 postos de trabalho - acréscimo de 0,21% em comparação com agosto.
Brasil
Em todo o País, de acordo com os dados do Caged,o saldo de empregos com carteira assinada em setembro cresceu 0,52% na comparação com agosto. Foram 1,80 milhão de trabalhadores admitidos, ao mesmo tempo em que 1,59 milhão acabaram sendo desligados, o que gerou um saldo de efetivações de aproximadamente 211 mil.
O saldo é o maior para um mês de setembro nos últimos três anos, com 150,3 mil postos de trabalho a mais do que o nono mês de 2012 e 209 mil mais do que setembro de 2011.
Já no acumulado de janeiro a setembro, a variação ante o mesmo período do ano passado é de 3,35%, com um acréscimo de 1,32 milhão de formalizações. Na avaliação no economista do Dieese, os dados de setembro acompanham a tendência de melhora do cenário econômico nacional no segundo semestre. "Já havia essa expectativa de um segundo semestre mais acelerado do que o primeiro e isso reflete também no emprego. Não é o ideal, mas pelo menos continua numa trajetória ascendente".
Entre as diversas atividades econômicas brasileiras, o setor de serviços foi o que apresentou o melhor saldo, com 70,5 mil novos postos de trabalho em setembro, 0,43% a mais do que em agosto. O segmento com maior participação foi o de serviços de alojamento e alimentação, com um saldo de 22,6 mil postos.
A indústria de transformação teve o segundo melhor desempenho, com saldo de 63,2 mil postos, seguido do comércio com 53,8 mil e construção civil, com 29,7 mil.
Já na agricultura, o saldo foi negativo, com menos 10,1 mil formalizações. Ainda assim, o resultado é mais favorável do que os registrados em 2012 (- 19 mil) e 2011 (- 20,8 mil). "É um setor com rotatividade muito elevada, de acordo com o fim e começo de safra", ressalta Silva.



