As Secretarias do Meio Ambiente e da Educação reafirmaram compromisso com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) para participar do programa Agrinho, este ano. A iniciativa, que envolve 50 mil professores do ensino básico fundamental e de primeiro grau da rede pública estadual, vai beneficiar aproximadamente 700 mil alunos. Os alunos receberão durante o ano letivo orientações voltadas à preservação do meio ambiente, saúde preventiva e cidadania.
Com três anos de existência, o Agrinho, personagem infantil que simboliza a agricultura, é modelo para o Brasil no campo da conscientização estudantil. Estão integrados, além do governo do Estado, a Federação da Agricultura do Paraná (Faep), os fabricantes de máquinas e insumos agrícolas, sindicatos rurais, secretarias municipais de Educação e prefeituras. ‘‘É o maior mutirão educacional que se tem conhecimento no Brasil e por isso recebe inclusive o reconhecimento internacional’’, afirma Ágide Meneguette, presidente do Conselho Administrativo do Senar-PR, entidade formadora de mão-de-obra rural e idealizadora desse programa.
Para a vice-governador Emília Belinati, o Agrinho contribui para assegurar direito à cidadania à criança desde a mais tenra idade escolar. Embora voltado basicamente aos alunos de escolas rurais, este programa beneficia também estudantes urbanos. ‘‘Eis aí uma prova de que é possível formar gerações sadias’’, resume Antônio Ernesto de Salvo, presidente da Confederação (CNA).
O superintendente do Senar-PR, Ronei Volpi, assegura ser prioridade do Agrinho melhorar a qualidade de vida em diferentes aspectos. ‘‘Trata-se de uma iniciativa prática que, através do conhecimento e da orientação, proporciona posturas de vida que levam em conta a harmonia com o ambiente e com a saúde das pessoas’’, diz Ronei. Ressalta que em 1999, a exemplo de 98, acontecerá concurso de redação em âmbito municipal, regional e estadual. Professores e alunos premiados vão receber desde veículos novos até computadores, bicicletas e prêmios de menor valor. Ano passado, mais de 2 mil alunos participaram do concurso.
No plano internacional, o Agrinho recebe aplausos. Jack Aston, presidente da Global Protection Federation, que congrega os maiores fabricantes mundiais de defensivos, assegura que este programa é exemplar para a América Latina, respeitando-se as características de cada país. Na mesma linha de raciocínio, Johan Vayssier, presidente da Latina América Corpation Protection, reunindo indústrias fabricantes de agrotóxicos do continente americano, resume: ‘‘educar a criança de forma correta e responsável é gerar adultos comprometidos com a vida de forma integral.ArquivoMeneguette: ‘‘Maior mutirão educacional do Brasil teve reconhecimento internacional’’Luiz Carlos Rizzo

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