Servidores resumem atrasos à inércia do governo
Curitiba - O vice-presidente da delegacia fiscal da Receita Federal em Curitiba, Delmar Joel Eich, lembrou que os auditores estão em greve desde 18 de junho. Segundo ele, saiu uma escala de trabalho para que os auditores estaduais ligados ao governo do Paraná façam atendimento no Porto de Paranaguá, seguindo a determinação do Decreto 7777. No entanto, esta categoria entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) alegando que não fizeram concurso público para esta função.
Ele não tinha uma estimativa de prejuízos nem de cargas acumuladas no Estado. ''Estamos em uma situação sem retorno do governo federal e há seis anos sem ao menos o aumento salarial pela inflação. Os prejuízos para a sociedade são causados pela inércia do governo'', disse.
O delegado sindical no Paraná dos fiscais do Ministério da Agricultura, Ailton Santos da Silva, lembrou que a paralisação da categoria começou em 6 de agosto. Ele não tinha levantamento de cargas acumuladas. ''Não causamos desabastecimento no País'', declarou.
A principal reivindicação da categoria é a realização de concurso público para suprir imediatamente um quadro de 1,5 mil servidores no Brasil, sendo 250 no Paraná. ''A finalidade dos atrasos na liberação de cargas é negociar, porque os canais de comunicação com o governo federal foram fechados'', afirmou. (A.B.)





