Os bancários e os servidores públicos são os alvos preferidos dos agiotas. A maioria dos anúncios que oferece dinheiro fácil é direcionada a eles. Em alguns casos os funcionários podem optar por pagar a dívida através do débito em conta corrente ou então abater o débito no contracheque do salário mensal.
O Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindiservidores) confirma que o funcionalismo é bastante procurado pelas empresas de crédito. ‘‘Percebemos que há um número cada vez maior de servidores recorrendo a estes empréstimos’’, afirmou o presidente do sindicato Vladimir França. O Departamento Jurídico do Sindiservidores tem 15 processos sobre endividamento.
A procura por funcionários públicos se dá pela possibilidade de os servidores tomarem empréstimos de até 30% do salário. Caso recorram às instituições financeiras credenciadas pela Secretaria de Administração, os servidores podem ter o débito descontado em folha de pagamento. ‘‘Só as empresas credenciadas pelo Estado podem emprestar dinheiro e descontar no contracheque’’, afirmou França.
Em jornais de circulação estadual aparece cada vez maior número de anúncios que prometem dinheiro fácil e crédito para as pessoas. Muitos são direcionados para os servidores. Alguns dos exemplos mais frequentes: ‘‘Bancários e funcionários públicos: empréstimos com cheque especial’’; ‘‘Crédito pessoal parcelado’’; ‘‘Organize suas finanças: bancários, funcionários de médias e grandes empresas (inclusive estatais)’’.(C.M.)

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