Servidores encerram greve no Ibama
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terça-feira, 26 de outubro de 2004
Agência Brasil 
Brasília Em assembléia realizada ontem, em Brasília, os servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) votaram pelo fim da greve, que já durava 26 dias. No entanto, eles ainda permanecerão em ''estado'' de greve por 72 horas, para que seja assinado o termo que atende as reivindicações da categoria. ''O acordo é a reafirmação do que foi firmado no ano passado. A gente espera que, dessa vez, o governo cumpra com o que ele assina. Se não cumprir, os servidores do Ibama estão mobilizados em todo o território nacional para que a greve volte'', afirmou o presidente da Associação dos Servidores do Ibama (Asibama), Jonas Corrêa.
Dos seis pontos apresentados pelo comando de greve, dois são prioritários: receber a mesma gratificação paga aos servidores da Agência Nacional de Águas (ANA) e o enquadramento dos aposentados na carreira de especialista em meio ambiente.
Em Paranaguá, a estimativa é que a greve tenha causado prejuízos em torno de US$ 80 milhões. Esse valor é uma estimativa do total contabilizados nas 411 liminares determinando que o escritório regional do Ibama fizesse vistoria de produtos e sub-produtos florestais que são exportados pelo porto durante a greve.
Segundo o chefe regional do Ibama em Paranaguá, Lício Domit, mesmo contando com reforço de mais servidores, vai ser preciso pelo menos um mês para colocar tudo em ordem. Cerca de 70% das liminares foram cumpridas.
Para resolver a demanda do escritório do Ibama em Paranaguá, o instituto vai fazer uma força-tarefa. O superintendente do Ibama no Paraná, Marino Gonçalves, informou que ainda não está definido o número de servidores que vão para Paranaguá, mas que é possível que sejam enviados seis para reforçar o trabalho no porto.
O superintendente assinou ontem uma portaria suspendendo todos os prazos de processos administrativos que venceram durante a greve. (Colaborou Andréa Bordinhão)


