Brasília - Reunidos em plenária ontem, os servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) decidiram adiar a greve por reajustes salariais, plano de carreira e contratação de pessoal.
A categoria pretende fazer uma paralisação no dia em que o Senado votar as medidas provisórias que tratam do assunto, como forma de pressionar os senadores a atender suas reivindicações.
A expectativa é que essas medidas provisórias sejam votadas durante o mês de outubro. Eles chegaram a paralisar suas atividades por dois dias na semana passada.
A proximidade das eleições influenciou a decisão de adiar a greve. ''Uma paralisação dessa é por tempo indeterminado e dependemos do governo e de parlamentares para negociar. Por causa das eleições não encontraríamos ninguém'', disse Carlos Roberto dos Santos, diretor da Fenasps (Federação Nacional dos Servidores da Previdência e Saúde) do Sindiprev-DF (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência).
As reivindicações dos servidores do INSS foram apresentadas ao governo no primeiro ano da gestão Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, quando houve a primeira greve.
Foi criado então um grupo de trabalho para discutir o o plano de cargos. O INSS cita a discussão ainda em curso para considerar a greve uma precipitação.

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