Servidores do Iapar se mobilizam
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quinta-feira, 09 de junho de 2005
Vera Barão<BR>Reportagem Local 
Servidores do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) querem agilidade no plano de recuperação de vagas do quadro funcional e reposição salarial que trâmita há 11 meses nas esferas do governo estadual aguardando para ser enviado à Assembléia Legislativa para aprovação. A primeira ação dos servidores foi iniciada ontem com a formação de uma comissão que vai tentar junto às autoridades políticas agilidade no processo.
De acordo com um documento apresentado ontem pelos servidores, a crise na instituição vem se agravando há quase uma década com redução de funcionários, baixos salários e infra-estrutura em vias de sucateamento, o que ameaça diversos setores de pesquisa. Em 1992 o Iapar tinha em seu quadro 1407 servidores e hoje conta apenas com 817. De lá para cá, 590 servidores se aposentaram ou faleceram e o quadro não foi reposto. Na sede de Londrina, o número de servidores é de 443. A instituição que já contou com 177 pesquisadores está agora com 105. Os operários rurais, cuja média de idade é de 49,7 anos, eram 162 em 1992 e agora são 112.
Os prejuízos diretos desta crise abalam a imagem da instituição, que é conhecida nacionalmente, com a perda da autonomia para enfrentar demandas de pesquisa e falha no cumprimento missão institucional, além da perda de eficiência institucional, informa o auxiliar de pesquisa, Adalto Crispim.
Segundo ele, o objetivo da comissão é procurar sensibilizar as autoridades políticas da região para tentar reverter este quadro. ''A pedido do governo, elaboramos um plano pedindo a reposição de funcionários e a recuperação salarial, mas há 11 meses não tivemos nenhum retorno. Vamos agora, centralizar 'fogo' para que este plano seja aprovado, por isso vamos falar com as autoridades e tentarmos marcar audiências com o governo'', salienta Crispim.
A diretora-presidente interina do Iapar, Doralice de Fátima Cargano, informou que o plano já passou por várias instâncias do governo do Estado e atualmente está na Casa Civil para ser enviado para a Assembléia Legislativa para análise dos deputados. ''Mesmo na interinidade temos conversado com representantes do governo para tentarmos agilizar o processo''.
Com a aprovação do plano, diz Doralice, a instituição poderá pedir a realização de concurso público para contratação de servidores. ''Nesses anos todos tivemos uma redução grande, sem contar que há cerca de oito anos não há reposição salarial'', comenta. As perdas salariais chegam a 80%, mas a proposta dos servidores é de reajuste em 53% - percentual semelhante a de outras instituições congêneres. De acordo com Doralice, há oito anos a instituição solicita a contratação de servidores.


