Os 300 servidores da Embrapa Soja em Londrina aderiram à mobilização nacional da categoria e estão em greve desde ontem. Eles devem voltar ao trabalho amanhã. Segundo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), sessão Londrina, só estão trabalhando alguns funcionários de setores essenciais, como irrigação e casa de vegetação.
Das 47 unidades da Embrapa no Brasil, apenas a unidade Arroz e Feijão, em Goiás, não aderiu à mobilização, segundo o Sinpaf. No Paraná, além da unidade em Londrina, existe a Embrapa Florestas, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e uma fazenda experimental em Ponta Grossa.
As principais reivindicações dos servidores são por aumento de salário. A categoria reivindica reposição do índice de inflação mais 5%. Além disso, pede isonomia de benefícios e inclusão de cláusula contra demissão imotivada.
''No nosso entendimento, cada pessoa que vai ser demitida tem direito à abertura de processo administrativo'', afirma Marcos Aurélio Mafra, vice-presidente do Sinpaf-Londrina. Ele informa que as reivindicações são as mesmas para todas as unidades da Embrapa e para todas as classes de servidores.
Ontem, houve assembleia na frente da sede da instituição na cidade. Para hoje, está marcado um novo encontro dos servidores, às 14 horas, na sede da Associação dos Funcionários da Embrapa em Londrina. Segundo Mafra, serão colocados em pauta os ''informes da mobilização nacional''. Ele informou que a paralisação foi decidida depois de onze rodadas de negociação, em nível nacional, sem acordo. Segundo o sindicalista, a proposta da Embrapa em relação aos salários foi de reposição da inflação (6,51%).

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