Serviços e comércio lideram contratações em Londrina
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Aline Vilalva com Agência Estado<BR> Reportagem Local 
O saldo líquido de empregos criados com carteira assinada no Brasil em agosto foi de 299.415, segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O número já sofre o desconto das demissões realizadas no período e representa um novo recorde para o mês. É o quarto melhor número mensal de toda a série. No Paraná, o saldo chegou a 21.390 empregos, que significa crescimento de 0,92% e em Londrina 1.724.
Os setores que mais geraram vagas no Estado, responsáveis por 63% da criação de empregos, foram o de Serviços - com 7.804 contratações (36,5%) e da Indústria - 5.793 contratações (27,1%). Serviços também ficou em primeiro lugar em Londrina - com 1.005 vagas, seguido pelo Comércio - 361 e, em terceiro lugar, a Indústria de Transformação, que gerou 188 oportunidades de emprego.
Londrina se mantém no ranking estadual, de acordo com a coordenadora municipal do Sistema Nacional de Emprego e Renda (Sine), Neiva de Cássia Vieira Sefrin. Desde o início da série histórica do Caged, em 1999, a cidade ocupa a segunda posição, ficando atrás apenas de Curitiba. Em terceiro lugar vem Araucária, depois Maringá e na quinta posição, Foz do Iguaçu.
Neiva avalia positivamente a ascenção da Indústria de Transformação que, segunda acredita, não é apenas uma motivação, mas sim um ciclo: geração de emprego aumenta a renda e dá acesso a bens e serviços, que gera demanda para o comércio e indústria. ''Por isso, certamente não é apenas um bom momento, mas o início do crescimento deste setor que está em desenvolvimento e plena expansão''.
No acumulado do ano, Londrina soma 10.475 vagas de emprego, o dobro de 2009, que teve o saldo de 5.191 nos 12 meses. No ano passado sobressaíram os setores de serviços, comércio e construção civil, respectivamente. ''Londrina só perde em geração de renda para Curitiba, mas se iguala se comparado o desempenho proporcional ao número de habitantes'', observa.
O economista do Dieese, Sandro Silva observa que a indústria já começou a fazer mais contratações visando aumentar a sua produção para ter estoque a ser comercializado no final do ano, e o mesmo acontece com o segmento de serviços. Ele prevê que setembro continue em ritmo de crescimento.
Comparativo
Em agosto do ano passado, foram criados 242 mil postos de trabalho formais no país - o maior volume da série histórica para o mês. No ano, a criação de empregos formais superou as demissões em 1.954.531, também recorde para o período. Até então, o maior volume de janeiro a agosto foi de 1,803 milhão, verificado em 2008. ''Faltam 545.469 postos para atingirmos o nosso objetivo de 2,5 milhões de novas vagas este ano'', disse o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.
Os setores de comércio e serviços apresentaram geração recorde de vagas de trabalho com carteira assinada em agosto, no Brasil. Os serviços foram os responsáveis pela criação de 128.232 empregos - o recorde anterior para agosto havia sido verificado em 2008, com 95.191 novos postos líquidos. No caso do comércio, foi detectado um incremento de 65.083 vagas formais, com recordes tanto no segmento varejo (54.509 postos) quanto no atacado (10.574 postos).


