Curitiba - A Região Metropolitana de Curitiba apresentou o melhor desempenho na geração de empregos no primeiro quadrimestre dos últimos 14 anos, com crescimento de 13,31%, comparado ao mesmo período de 2005, o que representou um saldo de 16.113 vagas. Os segmentos de serviços e comércio responderam por 61% do total de postos gerados, com a oferta de 12.195 empregos. Os dados foram divulgados, ontem, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
O crescimento acumulado de janeiro a abril no nível de emprego (2,30%) colocou a Grande Curitiba na segunda posição entre as nove regiões metropolitanas pesquisadas pelo Dieese, ficando atrás apenas de Belo Horizonte, que cresceu 2,63%. Já o índice acumulado dos últimos 12 anos (5,04%) derruba a Capital e região para o quarto lugar.
Em todo o Estado, foram criadas 51.830 vagas, no primeiro quadrimestre, o que representou crescimento acumulado de 2,93%, sendo 68,91% no Interior e 31,09% na Região Metropolitana de Curitiba. Em abril, o Paraná abriu 20.330 postos de trabalho, crescendo 1,13%.
Para o economista do Dieese, Sandro Silva, o crescimento acumulado no ano foi atípico, pois as maiores contratações se deram nos segmentos da construção civil e da indústria de alimentos e bebidas. Ele acredita que a operação tapa-buracos, do governo federal, e a antecipação da safra de cana para produção de álcool e açúcar influenciaram a abertura das vagas que são temporárias. Somente em abril, o setor de álcool empregou 2.754 trabalhadores e o de açúcar 3.676.
Quando analisado o desempenho nos últimos 12 meses o que exclui os impactos sazonais observa-se, no Paraná, um crescimento de 4,06%: a 19 posição no País. Nesse período, o nível de emprego cresceu 5,04%, na região metropolitana, que teve 47,51% de participação no total de empregos, e de 3,55%, no Interior, que respondeu por 52,49% das vagas no Estado. Como o setor de serviços foi o que mais gerou empregos, lembrou o economista, um aspecto negativo é que os salários pagos são baixos: até três salários mínimos.
A projeção do Dieese é de uma recuperação nos empregos no restante do ano com a retomada do crescimento econômico, estimulado, especialmente, pela queda na taxa de juros. Em 2005, o Paraná terminou o ano com crescimento de 4,23% e saldo de 72.374 vagas. A expectativa é de encerrar 2006 com saldo de 80 mil a 90 mil empregos. Tudo dependerá da resposta do mercado à redução dos juros, destacou Sandro Silva.

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