No ano de 2011, o segmento de serviços de informação cresceu 4,9%, bem acima do Produto Interno Bruto (PIB) do País, de 2,7%, e de outros segmentos da economia como construção civil (3,6%), indústria de transformação (0,1%) e comércio (3,4%). No Paraná, este crescimento foi de 10%, mais do que o dobro da média nacional segundo a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Paraná (Assespro-PR).
Para o presidente da entidade, Sérgio Yamada, o Estado consegue resultados melhores por algumas razões, entre as quais a preocupação das empresas em melhorar a gestão e a qualidade do processo de produção de software no Paraná. Este movimento também é fruto de um trabalho que vem sendo realizado pela associação desde 2006, através dos Arranjos Produtivos Locais (APLs), porque havia uma queixa muito grande de clientes de que as empresas de tecnologia do Estado não estavam conseguindo cumprir prazos.
''Este trabalho faz não só as empresas passarem a cumprir prazos, mas também garantir a mesma qualidade de produção de software a qualquer tempo. Isso tem feito com que as empresas corrijam seus erros e que este retrabalho seja utilizado no atendimento de outras demandas.''
Como resultado deste trabalho, a associação espera, em 2012, despontar no terceiro, ou até segundo lugar no ranking de Estados com maior número de empresas avaliadas com o Mps.Br (Melhoria de Processos do Software Brasileiro) - programa de melhoria de processos e produtos de software promovido pela Softex - e crescer a mesma proporção do ano passado. Atualmente, existem 28 empresas avaliadas com o Mps.Br no Paraná. Para Yamada, este tipo de atuação está fazendo grande diferença na produção e, automaticamente, na competitividade das empresas paranaenses.
Em Londrina, há sete empresas avaliadas e cinco estão em processo de avaliação. Conforme o atual presidente do Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação (APL-TI) de Londrina, Lúcio Kamiji, outras dez empresas devem iniciar o processo de avaliação este ano.
O ano de 2011 também foi bom para a APL de TI de Londrina, o que pôde ser notado pela alta contratação de pessoas pelas empresas associadas, afirma Kamiji. De acordo com ele, as medidas do governo para incentivar a produção e o consumo no ano passado contribuíram para o bom resultado. ''As classes C e D estão mais compradoras e as empresas do varejo necessitam de sistemas informatizados para fazer frente aos diversos controles necessários para estas empresas.''
O presidente da APL completa que as perspectivas para 2012 são positivas, uma vez que o poder aquisitivo das classes C e D vem aumentando, assim como as exigências do governo para que as empresas se informatizem. A Assespro-PR espera manter o índice de crescimento do ano passado, de 10%. Para 2012, a consultoria IDC prevê no Brasil crescimento de 8,8% no mercado de TI em geral, com o setor de softwares à frente - 11,4% de crescimento.

Imagem ilustrativa da imagem Serviços de informação do PR crescem acima da média nacional
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