Serviços bancários são pouco divulgados
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domingo, 27 de maio de 2007
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os bancos oferecem, muitas vezes, serviços que são pouco divulgados e que podem ajudar tanto os trabalhadores como os micro e pequenos empresários a obterem crédito pagando juros mais baixos em relação às grandes financeiras e até mesmo ao sistema rotativo do cartão de crédito. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, disponibiliza sistemas de crédito em condições bem populares, conta corrente sem cobrança de tarifa mensal e micropenhor. ''Muita gente desconhece que a gente tem os serviços. A maior parte das pessoas procura as financeiras'', disse o gerente regional de negócios da Caixa em Curitiba, Álvaro Luiz Martins. Ele destacou que estas instituições usam duas ferramentas bastante persuasivas para atrair clientes como a abordagem na região central das cidades e o telemarketing.
A pesquisa mensal de juros da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) apontou que, em abril, a taxa mensal de juros do cartão de crédito era de 10,30%, do cheque especial de 7,82%, do comércio de 6,02% e do empréstimo pessoal com financeiras de 11,44%. A taxa média mensal cobrada de pessoa física em abril ficou em 7,36%.
Um dos serviços oferecidos pela Caixa é uma conta corrente que o cliente não paga tarifa mensal. Este recurso é disponibilizado para quem movimenta até R$ 1 mil. O número de saques e consulta de extratos é limitado a quatro por mês e o correntista só tem direito a um cartão para movimentar a conta. A partir da quinta transação é cobrada tarifa de R$ 0,50 por operação. Não há cobrança de tarifas para manutenção da conta, depósitos ou consulta de saldo. A pessoa não pode ser titular de outra corrente na Caixa ou em outro banco. Este tipo de conta existe desde 2005 e tem atraído o público das classes C e D. ''Grande parte das pessoas que usam este tipo de conta tem uma renda mensal de um salário mínimo (R$ 380).'' Até 30 de abril eram 3,8 milhões destas contas no Brasil, sendo 262 mil do total no Paraná.
Além do conhecido penhor de jóias, a Caixa disponibiliza o micropenhor. O empréstimo é limitado a R$ 1 mil, com taxa de juros de 2% ao mês e prazo máximo para pagamento de 120 dias. Essa linha de crédito representa 60% dos contratos concedidos na operação penhor. O valor médio de empréstimo é de R$ 238.
Através de pesquisas, a Caixa verificou que o penhor é utilizado, na maioria das vezes, para o pagamento de dívidas pessoais (70% dos casos). Quem faz empréstimo do penhor, geralmente é autônomo, tem seu negócio próprio (33%) ou é funcionário dos setores público e privado (33%). Cerca de 74% das pessoas que procuram este tipo de operação são mulheres, a maioria, com renda familiar mensal entre cinco e 20 salários mínimos. Em abril deste ano, a Caixa tinha 214.824 operações de penhor com um valor total de R$ 106,386 milhões.
Podem ser penhoradas jóias em metais nobres, com ou sem pedras preciosas, relógios de grandes joalherias e canetas com qualidade e valor altos. No penhor tradicional a taxa mensal é de 2,26% para empréstimos até 300 e 3,01% para empréstimos acima deste valor. O limite mínimo de empréstimo é de R$ 50 e o máximo de R$ 50 mil. O empréstimo corresponde a 80% da avaliação do bem.
O penhor é uma alternativa para substituir dívidas com juros maiores pelas taxas mais baixas.


