O planejamento, formulação e implementação de ações que assegurem às pessoas os direitos sociais são atribuições do profissional de Serviço Social. Segundo a professora Jolinda de Moraes Alves, chefe do departamento de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o campo de atuação da profissão cresce conforme aumentam as desigualdades sociais. Justamente porque é nesse cenário que há maior demanda do trabalho do assistente social.
O profissional, explica Jolinda, trabalha prioritariamente por meio de instituições que prestam serviços públicos destinados a atender pessoas e comunidades, que buscam apoio para desenvolverem sua autonomia, participação, exercício de cidadania e acesso aos direitos sociais e humanos.
Entre as atribuições de um assistente social estão a realização de vistorias, perícias técnicas, laudos sociais; planejar, organizar e administrar programas e projetos em unidades de Serviço Social; elaborar, implementar, executar e avaliar políticas sociais. Além disso, incluem-se orientar indivíduos e grupos de diferentes segmentos sociais no atendimento e na defesa de seus direitos; encaminhar providências e prestar orientação social a indivíduos, grupos e à população, entre outros.
A formação do assistente social engloba disciplinas como antropologia, filosofia, psicologia e ciência política, além das matérias específicas, tais quais planejamento social, gestão em serviço social, trabalho e sociedade. Isso porque o profissional nunca trabalha sozinho; está sempre em diálogo com profissionais de outras áreas, como Psicologia, Pedagogia e Direito. Na investigação dos caminhos que possibilitem acesso aos recursos disponíveis, as parcerias e trabalhos em redes são fundamentais, assim como o estudo e conhecimento da legislação do País. ''Há várias leis protetoras. É um instrumental muito interessante'', relata a professora Jolinda Alves.
A gradução oferece ainda atividades acadêmicas complementares (como cursos, palestras, disciplinas especiais e eletivas) e estágio obrigatório nos dois últimos anos do curso, com supervisão de um profissional. O tempo de formção universitária é de, no mínimo, quatro anos. A profissão é regulamentada desde 1957, e é necessário registro no Conselho Regional de Serviço Social (Cress) para o exercício da atividade.
Na UEL, há projetos de extensão que permitem ao aluno conhecer um pouco mais da realidade da profissão, como trabalhos com habitação, terceira idade, cuidadores de idosos e doentes. Na área de pesquisa é possível trabalhar com as temáticas de usuários das políticas assistenciais, prática profissional, saúde, gênero, violência de crianças na escola, religiões e gestão de políticas sociais.
Segundo a tabela referencial de honorários de serviço social (TRHSS), que determina o valor mínimo a ser pago pela hora técnica, a remuneração varia conforme a escolaridade do profissional. A hora técnica é de R$ 77,46 para graduados até R$ 123,92 para doutores, conforme informações do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS).

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