Serra Verde repete prejuízo em 99
Carmem Murara
De Curitiba
A empresa Serra Verde Express concessionária do transporte de passageiros no trecho ferroviário entre Curitiba e Paranaguá confirmou ontem que teve um prejuízo de R$ 1 milhão desde que assumiu o serviço, há dois anos e dois meses. Os números negativos são fruto de uma estrutura sucateada que herdou da antiga Rede Ferroviária Federal S.A. e da própria situação econômica do País. A diretoria da empresa espera reverter a situação num prazo de dois a três anos e aposta no congresso nacional da Abav para impulsionar os negócios.
A Serra Verde quer que as operadoras turísticas que participam do congresso incluam o passeio nos roteiros e pacotes de viagem para o Paraná. Hoje, a empresa já tem um contrato firmado com a CVC, que garante um número fechado de turistas para as segundas-feiras.
O passeio de trem ou litorina até o Morretes ou Paranaguá é feito todos os dias durante os quatro meses da temporada de férias escolares. Nos demais meses do ano, a empresa não faz a viagem às segundas-feiras. A Serra Verde opera com quatro litorinas e com 20 vagões de trem, o que garante lugar para 971 passageiros.
Para recuperar a parte mecânica e estética de todas as locomotivas, a Serra Verde Express investiu cerca de R$ 1,2 milhão desde que assumiu a concessão. A empresa instituiu ainda a revisão diária, o que representa um gasto mensal de R$ 8 mil. Houve ainda investimentos para remodelar a antiga estação ferroviária e para estruturar a venda de passagens e atendimento ao usuário.
O diretor presidente da Serra Verde Express, Adonai de Arruda, diz que toda a injeção de dinheiro foi necessária para garantir a qualidade que o turista exige. Ele diz que os investimentos não vão parar. A empresa tem intenção de montar uma pousada ambiental na estação Engenheiro Lange, o que representará um custo de US$ 240 mil.





